sábado, 23 de setembro de 2017

Negócio lucrativo: Nokia anuncia acordo de patentes com mais uma gigante

Quando falamos de Nokia sempre vem a cabeça os recentes lançamentos feitos pela HMD Global que trouxe de volta ao mundo dos smartphones, o poderoso nome da gigante Finlandesa. Mas hoje, vamos falar da boa e velha Nokia, aquela parte que não foi vendida a Microsoft em 2014. Segundo reportagem da Reuters, a Nokia tem agora mais um motivo para comemorar. A finlandesa começará a registrar receita adicional no trimestre atual, após decisão favorável a empresa no Tribunal Internacional de Arbitragem da Câmara de Comércio Internacional. A decisão favorável é sobre os pagamentos que serão feitos pela sul coreana LG Electronics por usar as patentes da Nokia na construção de smartphones.

A gigante finlandesa disse que também receberia um pagamento único, embora não tenha divulgado nenhuma das somas envolvidas. A arbitragem começou em 2015, mas a decisão só saiu agora em 2017. Maria Varsellona do jurídico da Nokia comentou a decisão.
O caso não é novo para Nokia, recentemente a empresa também entrou em acordo com outras gigantes como a Apple, Samsung e a Xiaomi. O fato é que o negócio de patentes para a finlandesa tem sido bem lucrativo, só nesse ano a unidade de patentes registrou vendas de 616 milhões de euros. Para o analista Mikael Rautanen da empresa de pesquisa Inderes. Diante dessa notícia positiva as ações da Nokia subiram 0,6% e isso é bom para a empresa que vem registrando alguns problemas com o seu negócio de rede de telecomunicações. O fato é que a Nokia continua viva e a parceria de licenciamento para a HMD Global já rendeu alguns frutos como o Nokia 8. Deixando de lado a parte de patentes, será que veremos algum smartphone dessa parceria lançado no Brasil? 
Fonte: https://www.tudocelular.com

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Fiocruz RO solicita patente para fármaco anti-leishmaniose

A Fiocruz Rondônia fez solicitação para o primeiro pedido de patente de um fármaco anti-leishmaniose obtido através da serpente Crotalus durissus terrificus. O produto é fruto do trabalho desenvolvido no Laboratório de Biotecnologia Aplicada à Saúde e coordenado pelo pesquisador Roberto Nicolete, doutor em Biociências. A equipe conta ainda com os pesquisadores Andreimar Martins Soares e Leonardo de Azevedo Calderon, do Centro de Biomoléculas Aplicadas à Saúde (CeBio) e Universidade Federal de Rondônia (UNIR). O pedido de patente foi originado durante o desenvolvimento da tese de doutorado do aluno João Rafael Valentim-Silva, bolsista da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e a Pesquisa em Rondônia (Fapero) e integrante do Programa de Pós-Graduação em rede Bionorte.

Fomentada pela Fapero, via Programa PPSUS (2013), a invenção consiste em avaliar a eficácia e efeitos toxicológicos da crotamina (CTA) isolada da peçonha da serpente Crotalus durissus terrificus associada aos fármacos da terapia empregada na leishmaniose. Para o pesquisador Roberto Nicolete, o depósito de patente via PCT foi muito importante para o grupo de pesquisa, possibilitando maior abrangência e visibilidade do estudo. “Com os resultados obtidos pudemos vislumbrar grande potencialidade de aplicações biotecnológicas dos produtos e processos da combinação terapêutica proposta em nosso estudo e, certamente, irão contribuir para o fortalecimento da C, T & I do estado e do país”, destacou o pesquisador.
Roberto Nicolete acrescenta que dentre as contribuições estão a difusão do conhecimento, formação de recursos humanos, nível de pós-graduação, e consolidação de colaborações locais e regionais. “A área de Biotecnologia e Saúde aplicada para o desenvolvimento de produtos e protótipos para o tratamento de doenças infecciosas e crônicas ainda é um gargalo para o fortalecimento e competitividade da indústria nacional de fármacos e biofármacos, a qual setoriza suas prioridades de mercado e acaba deixando de apoiar a sustentabilidade do SUS e a concorrência nacional na área”, frisou o pesquisador.
Intensa pesquisa
Desde 2013 a equipe do pesquisador Roberto Nicolete avalia a eficácia e efeitos toxicológicos da crotamina isolada da cascavel. Estudos preliminares e in vitro possibilitaram avaliar as combinações de droga, citotoxidade dos tratamentos sobre células, e as duas combinações mais eficazes de cada droga foram testadas para avaliação do efeito sobre a inibição do crescimento das formas amastigotas de Leishmania amazonensis e produção de mediadores imunológicos por macrófagos infectados com o parasito. Os tratamentos dos camundongos infectados com as combinações foram realizados por oito dias alternados. A massa e tamanho da pata infectada foi monitorada diariamente. Após 48 horas do fim do tratamento os animais foram eutanasiados para a retirada de sangue, tecido da pata, linfonodo, rins, fígado e baço para posteriores experimentos. O sangue foi centrifugado e o soro separado para análise bioquímica e imunológica.
A combinação dos fármacos com CTA mostrou-se mais eficaz que as drogas sozinhas na inibição da contagem de parasitos nos tecidos, revelou o estudo. A medida das massas dos órgãos não sugere megalias [aumento ou desenvolvimento anormal de um órgão ou parte dele], no entanto, a bioquímica do soro dos animais demonstra aumento de enzimas hepáticas e musculares sem apresentar toxidade. “A associação da CTA com os fármacos mostra-se um promissor caminho para tratamentos antileishmania”, considerou o cientista. Assim, ele espera que os resultados obtidos possibilitem vislumbrar parcerias e potencialidade de aplicações biotecnológicas dos produtos e processos envolvendo a combinação terapêutica proposta no estudo, os quais contribuirão para o fortalecimento da C, T &I do estado e do país.
Fonte: https://agencia.fiocruz.br 

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Nova tecnologia dos EUA consegue identificar vírus do zika a baixo custo

Desenvolvida originalmente para detectar pneumonia em carneiros, tecnologia da Universidade Estadual do Colorado (EUA) consegue identificar o vírus, com precisão, em mosquitos infectados

Passados três anos da provável data de chegada do zika às Américas, os métodos de detecção do vírus ainda são limitados. Se, por um lado, o RT-PCR (reação em cadeia da polimerase) — exame considerado padrão ouro — é caro e exige máquinas sofisticadas, aqueles que identificam anticorpos circulantes no organismo do paciente apresentam índices altos de falso positivo e negativo. Na busca por meios mais baratos, rápidos e acurados, um grupo de cientistas liderados pela Universidade Estadual do Colorado (UEC), nos Estados Unidos, desenvolveu uma nova ferramenta diagnóstica, com alto grau de precisão. Contudo, os estudos são preliminares e não há previsão de quando vão para o mercado.

A equipe de pesquisadores, que contou com a colaboração da Fundação Oswaldo Cruz de Pernambuco (Fiocruz-PE), utilizou uma tecnologia preexistente, a Lamp, para identificar o vírus em mosquitos e células humanas infectadas, provenientes de amostras dos Estados Unidos, da Nicarágua e do Brasil. A técnica foi desenvolvida em 2001 por Connie Brewster, autor desse novo artigo, publicado na revista Science Translational Medicine. Originalmente, o pesquisador do Departamento de Microbiologia, Imunologia e Patologia da Faculdade de Veterinária da UEC havia criado o método para encontrar o vírus da pneumonia em carneiros selvagens.

A Lamp é semelhante ao RT-PCR, método molecular que amplifica, detecta e quantifica o material genético de uma só vez, o que aumenta a confiança do resultado do exame. Contudo, para examinar as amostras pelo RT-PCR, é preciso usar um equipamento de laboratório que custa entre US$ 15 mil e US$ 25 mil, o que inviabiliza ou, ao menos, dificulta o acesso, especialmente em regiões mais pobres. Com o mesmo grau de sensibilidade, a Lamp, por sua vez, não exige aparelhagem diferenciada: para avaliar a amostra, basta uma máquina portátil e muito simples, o heat block, que, além de poder ser transportado para qualquer lugar, custa cerca de US$ 200.

“Com o Lamp, não há necessidade de um maquinário sofisticado”, destacou, em nota, o autor correspondente do artigo, Joel Rovnak, da UEC. “A maior parte dos países que sofrem com os surtos de zika não é rica, então, é importante tentar desenvolver métodos de vigilância em saúde que possam, um dia, ser usados nesses locais”, destaca a estudante de graduação da instituição norte-americana Nunya Chotiwan, coautora do artigo.

O custo não é a única diferença entre os métodos. No caso do PCR, é preciso, primeiramente, extrair o RNA (material genético do vírus) da amostra, um processo que não é simples. De acordo com Chotiwan, quanto ao Lamp, os cientistas esmagam um mosquito na água. Depois, retiram 2ml do líquido, colocam o material em um tubo de ensaio e o aquecem, usando reagentes químicos. A amostra torna-se vaporosa e muda de cor. No estudo da Universidade Estadual do Colorado, em 30 minutos, já se obtinha o resultado. Contudo, a pesquisadora ressalta que, às vezes, é possível ter de esperar até uma hora. Ainda assim, é um método diagnóstico em tempo real, tanto quanto o TR-PCR.

Um outro importante resultado do estudo é que esse método não produz falsos positivo ou negativo. Como o mosquito transmissor do zika, o Aedes aegypti, também dissemina outras arboviroses, incluindo dengue e chicungunha, a análise laboratorial pode acabar confundindo o resultado, devido à semelhança desses vírus. Já os reagentes usados no Lamp não identificam qualquer outro vírus, que não o zika.

Rovnak destaca também o fato de a ferramenta conseguir distinguir a cepa asiática (a que causa microcefalia) da africana (ainda não circulante nas Américas e, aparentemente, inócua). O vírus proveniente da Polinésia foi detectado em Cabo Verde e espera-se que ele se dissemine pelo continente africano. Segundo o pesquisador, é fundamental saber diferenciar as variantes. “Originalmente, o zika foi detectado pela primeira vez em Uganda, em 1947. Embora Cabo Verde seja um país insular, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças acredita que, rapidamente, ele chegue em outros países africanos”, observa.

Com esse método, os cientistas poderão identificar em que regiões há mosquitos transmissores do zika e, assim, adotar medidas de controle e eliminação do vetor — o Lamp foi sensível suficiente para encontrar um único inseto infectado entre 50 que não tinham o vírus. Contudo, ainda é necessário aprimoramento, antes que o método esteja disponível para detectar o zika em fluidos humanos. “O diagnóstico em humanos é um desafio muito maior. Vai levar bastante tempo e muitos dados antes que agências regulatórias considerem que esse é um meio seguro para diagnosticar pessoas que têm os sintomas da doença”, ressalta Joel Rovnak.

Palavra de especialista
Limitações permanecem

“Hoje, os métodos de diagnóstico de zika são muito limitados, principalmente porque a sorologia não é fidedigna e pode ser confundida com a dengue. Essa tecnologia vem como uma alternativa mais barata e mais rápida, embora também tenha algumas limitações. Nos testes com cultura celular humana, houve muitos falsos positivos e falsos negativos. Por isso, ainda é preciso aprimorá-la muito antes de poder ser usada em amostras como sangue, soro, saliva e sêmen. E o exame para diagnóstico em humanos é justamente o que mais precisamos nesse momento. O resultado desse estudo tem implicação mais para a detecção do vírus no mosquito. Existe uma grande possibilidade de o zika asiático, o causador da microcefalia, entrar na África. Como essa técnica consegue detectar vetores infectados, ela ajuda a fazer o controle do mosquito, com medidas mais específicas para a região onde for encontrado.”
Fonte: http://www.diariodepernambuco.com.br 

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Patente da Tesla revela novo sistema para troca de baterias

A Tesla tem investido muito em baterias e melhorias no campo energético há alguns anos. E como sua proposta de veículos se baseia em carros que se movem graças a sua bateria, pode ocorrer de em algum dia elas darem problemas. E é pensando nisso que uma patente de maio deste ano revela um sistema que explora a troca de baterias usando uma plataforma que levanta o carro para realizar a atividade. Ao que parece, a Tesla anda estudando diferentes maneiras de melhorar o processo de troca de baterias de seus carros para que o serviço seja rápido, eficiente e móvel.

A empresa já vem testando formas de trocar as baterias de seus veículos há algum tempo. Em 2014 ela mostrou um sistema automatizado que conseguiu trocar as baterias em menos de 90 segundos. A ideia porém foi arquivada quando surgiu o sistema Supercharger. A nova patente mostra que a tecnologia é aplicável para variantes dos modelos S e X da empresa.
Patente da Tesla
O sistema descrito nessa patente pode ser instalado em uma estação de serviço ou até em uma plataforma móvel. Um carro dos modelos S ou X iriam até a plataforma que iria erguer o veículo para que técnicos ajudassem a máquina a trocar as baterias.
Isso vai de encontro ao que Elon Musk disse anteriormente. Para ele, se um dia a Tesla criasse um sistema de troca de baterias móvel, ele seria preparado para suportar veículos comerciais. A Tesla também pretende revelar em breve um semi caminhão que poderia trabalhar em conjunto com essa plataforma. Vamos aguardar para ver se um dia essa plataforma será lançada, uma vez que, nem sempre uma patente vira realidade. 
Fonte: https://www.tudocelular.com 

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Justiça garante uso exclusivo de garrafão de água laranja patenteado

Liminar da 3ª Vara Cível de Montes Claros, em Minas Gerais, garantiu à Saúde Indústria e Comércio de Água Mineral que só ela pode utilizar, fabricar, envasar e comercializar os garrafões cor laranja da sua marca “Nativa” porque estão patenteados. As empresas que usam estes galões para vender água das suas marcas poderão ser multadas em R$ 1 mil se descumprirem a decisão.
A empresa alegou na ação que é detentora exclusiva da marca dos garrafões alaranjados, diferentes dos tradicionais azuis. Além de comprovar que o desenho industrial dos garrafões é registrado e patenteados junto ao Instituto de Nacional de Propriedade Intelectual, a companhia sustentou que tentou resolver o problema de forma amigável, notificando extrajudicialmente as empresas sobre seu direito exclusivo.
Apesar disso, 11 empresas teriam continuado a utilizar os recipientes de forma ilícita, contrariando a Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279-96). "As empresas causavam grave prejuízo também aos consumidores porque associaram a cor e o modelo do garrafão à marca Nativa", afirmou o advogado Tabajara Póvoa, que representou a empresa.
Clique aqui para ler a decisão.                                                                       Fonte: http://www.conjur.com.br