segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Marcas fortes também são eliminadas - Decisões que envolvem bilhões de Reais

O Banco Real construiu, ao longo dos anos, uma imagem particularmente ligada a ações de sustentabilidade. O Santander ficou com o Real quando comprou o holandês ABN, em 2007. Mesmo com seu gigantismo global, o Santander nunca conseguiu superar a marca Real no Brasil, que permaneceu mais valiosa no País. Ainda assim, por conta de uma diretriz global, a marca Santander vai continuar e a Real será arquivada.
“É possível, sim, transferir todo o ‘significado’, os valores do Real e os atributos associados a ele para a nova marca”, afirma Fernando Martins, diretor-executivo de estratégia da marca e comunicação corporativa Santander Brasil. “Isso não é automático. Não existe uma fórmula, mas é possível”.
Trocar fachadas já daria um suador e tanto, mas o trabalho começa bem antes disso. É preciso unificar sistemas, transferir os clientes para a base de uma única instituição, afinar a comunicação com a freguesia que chega – para não perder clientes nessa transição – e também transmitir os pontos positivos dessa mudança para o mercado. Só em publicidade, o orçamento do Santander para 2010 é de R$ 160 milhões.
O Banco do Brasil comprou a Nossa Caixa há pouco mais de um ano por R$ 5,4 bilhões. Oficialmente, o destino da marca ainda depende de um estudo interno, que deve ser concluído até o fim do ano. A unificação da roupagem, porém, é considerada como fato a ser consumado no primeiro semestre de 2010. A rede de caixas de auto-atendimento já é uma só desde março.
“O caso de Banco do Brasil e Nossa Caixa era mais previsível”, diz Júlio Moreira, professor da pós-graduação em comunicação com o mercado da ESPM. “É natural o fim da marca Nossa Caixa por se tratar de um banco regional. Mesmo forte em São Paulo, ele não ganharia força em âmbito nacional”.
Marcas vêm e vão, dizem os especialistas. Os bilhões de reais em ativos e recursos sob administração não garantiram a eternidade das marcas Unibanco, Real e Nossa Caixa, o que também não significa que, no lado oposto, marcas ainda mais potentes não possam surgir em breve. Há mais de um século sabe-se o que é Coca-Cola, mas, há pouco mais de uma década, Google soava apenas como um trava-língua.

Fonte:-http://ultimosegundo.ig.com.br/perspectivas2010/2009-

Inovasoft abre edital para projetos de TIC



O Inovasoft abriu edital para seleção de projetos voltados à pesquisa e desenvolvimento em soluções na área de tecnologia da informação e comunicação (TIC) em parceria com a Unicamp. O Inovasoft é um laboratório de inovação em software administrado pela Agência de Inovação Inova Unicamp desde 2006, que abriga projetos de desenvolvimento colaborativo universidade-empresa na área de TIC. O edital, que é contínuo até novembro de 2010, segue na segunda fase de captação de projetos, onde propostas podem ser encaminhadas até o dia 31 de março de 2010.

Segundo o professor Roberto Lotufo “O modelo Inovasoft é uma experiência que permite verificarmos o interesse de empresas para este tipo de empreendimento. O objetivo é criar um ambiente de inovação dentro da Universidade, que busca, de um lado, apoiar e incentivar as empresas brasileiras em seu investimento em pesquisa; de outro, trazer linhas de pesquisa cada vez mais interessantes para a universidade. Permite, também, testar um modelo de gestão para o futuro Polo.”

O Polo de Pesquisa e Inovação da Unicamp é uma área no campus da universidade para a localização de laboratórios de inovação e outras instalações dedicadas a abrigar competências científicas e tecnológicas voltadas para o desenvolvimento e execução de projetos de pesquisa colaborativa e de pesquisa, desenvolvimento e inovação em parceria e financiados por empresas e outras instituições públicas e privadas inovadoras. Parte do projeto do Polo é financiada pelo Governo do Estado de São Paulo por meio de convênios com a Unicamp, que estabelecem a construção do prédio do núcleo do Polo e a realização de Projetos Urbanístico e Executivos e de estudo da ciência, tecnologia e inovação da Região de Campinas, que já estão em andamento.

Para conhecer mais sobre o Inovasoft e ver o edital completo acesse o link:http://www.inova.unicamp.br/inovasoft

Fonte: -http://www.inova.unicamp.br/site/06/newsletter-

domingo, 3 de janeiro de 2010

No vaivém das marcas, três de bancos sumirão em 2010 - Unibanco, Real e Nossa Caixa


Ao longo de 2010, as marcas de três dos maiores bancos do País sairão de cena. O azul do Unibanco, o verde do Real e o vermelho da Nossa Caixa serão engolidos por seus novos controladores – respectivamente, Itaú, Santander e Banco do Brasil. Todo ano, marcas vêm e vão. O desaparecimento simultâneo dos nomes de três das maiores instituições financeiras do País mostra que mesmo os bilhões de reais em ativos e recursos sob administração não garantem a eternidade.
O Itaú-Unibanco não tem falado abertamente sobre o cronograma de extinção das agências com a fachada do Unibanco, mas a instituição já informou que esse processo ocorrerá ao longo do próximo ano. Nos comerciais, a cor laranja do Itaú tem predominado e os bonequinhos animados saíram de cena há tempos, dando espaço a pessoas reais. Não será, no entanto, um sumiço qualquer. Afinal de contas, o banco tem mil agências e 85 anos de vida. Como se trata de uma das marcas mais valiosas do País – e não apenas do setor financeiro –, esse sepultamento ganha ainda mais parcimônia, num processo lento.
Segundo pesquisa divulgada em maio pela consultoria BrandAnalytics / Millward Brown, a marca Unibanco valia R$ 1,7 bilhão no momento da
fusão, o que a deixava no lustroso nono lugar entre as marcas mais valiosas do País – a marca Itaú, na mesma pesquisa, apareceu na vice-liderança, avaliada em R$ 9,9 bilhões. Itaú e Unibanco anunciaram a união de suas operações em novembro de 2008.
Se uma marca como essa vale tanto, é de se perguntar: fazê-la desaparecer significa jogar dinheiro fora? “Não tem como afirmar que não há perdas, pois sempre há”, diz José Roberto Martins, administrador da GlobalBrands Consultoria  e professor em ciências da comunicação da
USP. “Mas um bom processo de transição ameniza a eliminação de uma marca”. Ainda assim, a decisão do novo grupo de trabalhar com uma única marca faz sentido, afirma Martins. “A marca Itaú se sobressai em relação à marca Unibanco”.
Fonte: -http://ultimosegundo.ig.com.br/perspectivas2010/2009-

Novo processo permite diminuição da sobretensão de Linhas de Transmissão Compensadas e recomposição mais rápida do sistema

Oportunidade de Mercado

O Brasil, devido à sua grande extensão territorial e pelo fato de as usinas geradoras estarem usualmente afastadas dos grandes centros consumidores, possui uma rede de transmissão vasta, atingindo quase 74.000 km. Devido à expansão do consumo de energia elétrica no país, cuja previsão é de 5,5% ao ano até 2017, segundo a Empresa de Pesquisa Energética, a demanda pela construção de novas linhas e subestações deve crescer no mesmo ritmo.

Estado da Arte

O fenômeno físico responsável pelas sobretensões de manobra em Linha de Transmissão é a propagação das ondas eletromagnéticas ao longo das linhas. Os efeitos negativos causados por essas sobretensões podem ser consideravelmente reduzidos controlando-se a abertura e o fechamento dos contatos dos disjuntores de forma que a manobra seja realizada em um instante ótimo pré-determinado, tomando-se como referência as tensões nos disjuntores. Quando a tensão se torna muito alta ou durante a ocorrência de faltas, disjuntores desligam a linha de transmissão. Caso o religamento não seja feito no tempo e de forma correta, as sobretensões no sistema podem se tornar muito elevadas, podendo ocasionar defeitos em cascata.

Inovação Unicamp
A tecnologia da Unicamp trata de um procedimento que permite a redução das sobretensões resultantes da manobra de religamento trifásico de linhas de transmissão com ou sem compensação reativa. Tal procedimento é capaz de identificar a região ótima com antecedência e religar o sistema dentro deste intervalo de tempo, ocasionando sobretensões muito menores no restante do sistema elétrico e restaurando o sistema num tempo muito mais curto.
O próximo passo será incorporar o processo desenvolvido pelas pesquisadoras em um sistema de controle e proteção, para que possa ser testado em linhas de transmissão. Os testes preliminares serão executados através de simulações realizadas no PSCAD/EMTDC. A Inova Unicamp procura uma empresa parceira que se interesse em desenvolver a tecnologia e colocá-la no mercado.

Principais vantagens

Menor custo de implementação. Em relação aos resistores de pré-inserção, técnica comumente utilizada para resolver o problema, o processo desenvolvido na Unicamp é incluído no controlador do relé e, portanto, tem menor custo de implementação e manutenção.
Menor sobretensão e mais rapidez na restauração do sistema. Outros métodos comumente utilizados não são capazes de identificar as primeiras regiões de mínimo, produzindo sobretensões muito maiores. 

Fonte: -http://www.inova.unicamp.br-

sábado, 2 de janeiro de 2010

Cartilha orienta produtores sobre certificação da cachaça

SÃO PAULO - A pequena fazenda Prazer de Minas, localizada na cidade de Esmeraldas, a 50 quilômetros do centro de Belo Horizonte (MG), produz cachaça artesanal de alambique. De lá, a bebida destilada brasileira segue para os mercados de Portugal e de outros países da Europa. Para garantir as vendas, o produtor Euler Chaves tratou de enviar aos compradores internacionais o certificado de qualidade da sua cachaça.

O Sebrae, junto com o Inmetro, quer aumentar o número de produtores como Euler, que possui produto certificado. Para isso, as duas instituições desenvolveram a 'Cartilha de Certificação da Cachaça de Alambique'. A publicação está disponível nos postos de atendimento do Sebrae nos estados.

A publicação é resultado do Programa Nacional de Certificação da Cachaça (PNCC), desenvolvido pelo Sebrae e Inmetro em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) .O material aborda questões como o que é a certificação, sua importância, como produzir e proceder para certificar a cachaça, requisitos de responsabilidade social, saúde, segurança e meio ambiente, legislação.

A partir do estabelecimento da parceria com o MAPA, o Inmetro publicou o Regulamento de Avaliação da Conformidade (RAC) para a cachaça. O objetivo é reconhecer a marca, por meio do Selo de Identificação da Conformidade, das cachaças produzidas corretamente, quer nos aspectos técnicos, quer nos legais, sociais e ambientais. “Com esse reconhecimento, os produtores têm melhores chances de competir com marcas já consagradas tanto no mercado nacional quanto no internacional”, afirma o técnico da Unidade de Agronegócios do Sebrae Aníbal Sales Bastos. De acordo com o técnico, há 44 pequenas empresas que produzem cachaça artesanal certificadas pelo PNCC.

A Certificação de Conformidade não é obrigatória para o setor, lembra o produtor Euler Chaves. Porém, ele defende que o reconhecimento deveria ser obrigatório para que cada vez mais sejam inseridos nos mercados produtos brasileiros de qualidade. “Em 2008 senti o desejo de mostrar para o meu consumidor que o produto da Prazeres de Minas era certificado”, afirma. O produtor contou inicialmente com o apoio do Sebrae e do Sindicato das Indústrias de Cerveja e Bebidas em Geral do Estado de Minas Gerais (SindBebidas). “O Sebrae pagou 50% do valor da certificação e eu a outra metade".

Esse apoio financeiro que o Sebrae oferece é o Bônus de Certificação. Quando se trata de cooperativas, a Instituição arca com 70% dos custos total da certificação. Quando a empresa é individual, o valor do bônus corresponde a 50%. "O Sebrae também fornece, quando necessário, consultorias tecnológicas”, explica a técnica da Unidade de Inovação e Tecnologia do Sebrae Hulda Oliveira Giesbrecht.

Na opinião do produtor Euler e do gerente geral de Operação da Fazenda Vale Verde, Rafael Gonçalves Horta, os consumidores ainda não possuem muito conhecimento sobre a questão da certificação. “É preciso que haja maior divulgação para os consumidores. A maioria não sabe que a certificação é resultado da boa execução de todos os processos que exige a produção da cachaça. São procedimentos que muitas vezes encarecem o produto”, afirma Rafael, que gerencia a Fazenda Vale Verde, localizada na cidade de Betim, em Minas Gerais.

A pequena propriedade comercializa a cachaça que produz para quase todos os estados do País e a bebida que sai de lá foi considerada a melhor do Brasil pela Revista Playboy, conta Rafael. A cachaça Vale Verde adquiriu sua certificação em junho em 2007 por meio do Programa Nacional de Certificação da Cachaça (PNCC).

Saiba mais

A certificação avalia a conformidade da cachaça em relação às normas, critérios e procedimentos que estão definidos no Regulamento de Avaliação de Conformidade (RAC) para cachaça. O trabalho busca garantir um adequado grau de confiança de que o produto atende a critérios pré-estabelecidos. O RAC para cachaça, de caráter voluntário, fornece as bases para que os Organismos de Certificação de Produto (OCP), reconhecidos pelo Inmetro, possam certificar os produtos que estão de acordo com esse Regulamento.

“Requisitos de responsabilidade e de proteção ao meio ambiente, bem como parâmetros associados à segurança do consumidor relacionados às substâncias, freqüentemente encontrados na cachaça, devem estar sob controle”, afirma o técnico do Sebrae Aníbal.

Uma cachaça certificada pode gerar os seguintes benefícios: acesso a novos mercados, tanto no exterior quanto no Brasil; maiior credibilidade do produto para o consumidor, que reconhece o Selo de Identificação de Conformidade do Inmetro como um símbolo de qualidade; diferenciação frente aos concorrentes, associando a imagem do produto à conformidade a normas e regulamentos pré-estabelecidos; combate à concorrência desleal; e redução de custos operacionais.

Fonte: -http://www.dci.com.br/-