sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Plantas nativas previnem cáries


Pesquisas de diferentes universidades descobrem em plantas nativas do Brasil a capacidade de evitar o desenvolvimento de cáries e placas nos dentes, o que tem levado à produção de novas alternativas de enxaguantes bucais, produtos que têm o uso cada vez mais difundido entre os brasileiros, mas que, com o uso indevido, podem causar problemas como o aparecimento de manchas e até mesmo intoxicação.
Um desses estudos foi desenvolvido na Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto, ligada à Universidade de São Paulo (USP), onde os cientistas criaram um antisséptico bucal feito a partir da espécie Baccharis dracunculifolia, popularmente conhecida como alecrim-do-campo ou vassourinha. A planta apresenta várias características que conferem ao produto algumas vantagens em relação às marcas disponíveis atualmente no mercado, como sabor menos forte, baixa toxicidade e ausência de efeitos como adormecimento da língua e ardência na boca. A invenção teve a patente registrada no Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (Inpi) e está pronta para ser produzida em escala industrial.
De acordo com um dos responsáveis pelo projeto, o farmacêutico Mateus Freire Leite, que desenvolveu o enxaguante em sua pesquisa de doutorado e atualmente é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o produto tem a vantagem de ser totalmente natural. “Desenvolvemos algo inovador. O enxaguatório bucal apresentou baixa toxicidade e mostrou-se ativo contra o Streptococcus mutans, um dos principais microrganismos responsáveis pela formação das cáries”, revela.
Um dos problemas dos líquidos para esse fim disponíveis no mercado está no fato de que seu uso diário e prolongado pode causar manchas nos dentes. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO), Norberto Francisco Lubiana, o uso do produto deve ser controlado. “Existe uma série de problemas relacionados ao seu uso indiscriminado, desde reações alérgicas a danos às mucosas bucais. Assim, o paciente deve sempre pedir a orientação de um dentista na hora de optar pelo uso do produto”, explica.
Problemas que, segundo Leite, não ocorrem com o uso do alecrim-do-campo. “Trata-se de uma substância que não possui toxinas, além de atenuar os problemas da halitose (mau hálito)”, conta. “O produto passou também por análise sensorial, apresentando sabor agradável, com refrescância, sem provocar ardor ou sensações de dormência na língua”, completa. Para o pesquisador, essa característica pode facilitar o uso por parte das crianças.
Fonte:-http://guiadental.com.br- 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

''A construção do conhecimento é um processo colaborativo'' - Uma visão sobre a Propriedade Intelectual


Ladislau Dowdor é graduado em Economia Política pela Université de Lausanne (Suíça), com especialização em Planificação Nacional pela Escola Superior de Estatística e Planejamento, onde fez o mestrado em Economia Social e doutorado em Ciências Econômicas. Atualmente, é professor na PUC-SP.
Falou sobre a economia do conhecimento e as transformações que ela traz para as relações, para a política e, claro, para a própria economia".
Segundo o economista, a reação de tentar travar o acesso ao conhecimento, principalmente com as oportunidades que a Internet disponibilizou para tal ação, é compreensível. “Quando surgiu o cinema, diziam que ia matar o teatro; quando surgiu a televisão, disseram que ia matar o cinema, e assim por diante”. Ladislau Dowdor, que concedeu à IHU On-Line, por telefone, a entrevista a seguir, falou sobre a economia do conhecimento e as transformações que ela traz para as relações, para a política e, claro, para a própria economia. “Na realidade, acho que não há prejuízo necessário. A densidade do conhecimento está aumentando no planeta, e a venda de livros continua aumentando”, opinou. “O que é absurdo em termos econômicos é as pessoas registrarem uma ideia e ficar vivendo de um pedágio sobre ela, quando o que interessa para o resto da humanidade é que o máximo de gente possível tenha acesso”, continuou.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – O que marca essa passagem da Propriedade Intelectual para a Economia do Conhecimento?
Ladislau Dowbor – O debate da propriedade intelectual é, em grande parte, um debate jurídico em torno dos produtos criativos a quem pertencem e como devem ser remunerados. O que proponho é ver isso de maneira bem mais ampla no quadro da sociedade do conhecimento. Hoje, quando se compra um produto por cem reais, por exemplo, como ordem de grandeza, 75% do que se paga não é o bem físico em si, mas o conhecimento incorporado. Ou seja, a criação de valor hoje está centrada dominantemente no conhecimento incorporado aos bens. Isto muda profundamente todo o conceito de produção econômica, pois, no século XX, os bens eram essencialmente físicos, e se eu passasse um produto físico para alguém, eu deixaria de tê-lo, portanto é um bem rival, a propriedade é essencial. Quando eu passo um conhecimento para uma pessoa, eu não o perco. A economia se chama “bem não rival”. É um bem cujo consumo não reduz o estoque, pelo contrário, quanto mais o conhecimento circula, mais toda a sociedade enriquece. Isto leva a uma necessidade de se repensar o próprio conceito de propriedade intelectual, porque os bens criativos se regem por leis diferentes do que os bens físicos.
IHU On-Line – Que tipo de prejuízos o copyright nos traz hoje?
Ladislau Dowbor – Os prejuízos são de diversos tipos. Pense no seguinte: no mundo da educação, somando alunos, professores e administradores, são 60 milhões de pessoas no Brasil, é quase um terço da população do país. Estamos dedicando imensos esforços para formar uma geração com capacidade de “navegar” na sociedade do conhecimento. Na universidade onde trabalho, e em outras também, o acesso aos livros é extremamente complicado, tanto pelo preço como pelas dificuldades das bibliotecas. O que acabamos fazendo é autorizar a cópia de um capítulo de um livro. Isso é pré-história. O Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT), principal centro de pesquisa norte-americano, elaborou o que se chama Open Courseware, onde todo o material científico dos professores é disponibilizado gratuitamente on-line para todos os alunos. É profundamente contraditório ter gigantescos investimentos no mundo da educação e, ao mesmo tempo, dificultar o acesso aos textos científicos, aumentando a necessidade de um aluno comprar os livros. O GPOPAI, um núcleo de pesquisa da USP leste, com Pablo Ortellado e outros, calculou que, por ciclo letivo, os alunos teriam que gastar R$ 3.800,00 em livros, mas 80% dos alunos são de famílias com menos de cinco salários mínimos. Isto não vai acontecer.
De certa maneira, temos que pensar o seguinte: quem produz os conteúdos, ou seja, quem é autor com direito autoral, recebe muito pouco neste processo. Quem, efetivamente, recebe o dinheiro são empresas que controlam a intermediação ao fornecer a base material desse conhecimento, que pode ser um livro, um DVD, um disco, entre outros. Agora, com as novas tecnologias, isso não é mais necessário, porque o acesso on-line ao conhecimento é perfeitamente possível. É normal que essas editoras cobrem por seus livros, mas não devem proibir as outras formas de acesso. Quando muita gente gosta de um livro, o compra, mas a proibição em torno do copyright, pirataria, e coisas do gênero, trava imensamente a liberdade de acesso e de criação do mundo da educação. Digamos que para assegurar um volume relativamente limitado de lucros de intermediários, gera-se um prejuízo imenso em termos de acesso ao conhecimento por parte da população.
Outro eixo que está sendo muito discutido hoje, inclusive para a Conferência de Copenhage, é que não podemos enfrentar o aquecimento global e os dramas da mudança do paradigma energético produtivo do planeta, sem generalizar o acesso às tecnologias limpas. 97% das patentes são propriedade de países desenvolvidos, e elas nem sempre criaram seus conhecimentos, mas têm poderosos grupos que trabalham com o registro de todo e qualquer conhecimento no planeta. O resultado disso é uma dependência de todo o planeta sobre os países desenvolvidos e seu controle de patentes. As Nações Unidas, em seu último relatório da situação social e econômica do planeta, chamado World Economic and Social Survey 2009, propõem a flexibilização radical de patentes copyright, royalties etc. para generalizar o uso das tecnologias limpas. Outro eixo onde há um desequilíbrio radical é entre os que colocam pedágios e querem ganhar sobre estes conhecimentos, muito frequentemente desenvolvidos por terceiros.
Um exemplo muito importante é na área farmacêutica. Temos um travamento do acesso à produção dos chamados coquetéis para enfrentar a AIDS. Temos 25 milhões de pessoas que morreram da doença, 36 milhões de pessoas infectadas e um grupo limitadíssimo de pessoas que têm acesso aos medicamentos, pois os grandes grupos farmacêuticos, a chamada big farma, travam essa produção nos países de terceiro mundo, alegando que estariam infringindo os seus direitos de propriedade intelectual. Isto tem uma dimensão ética, e é óbvio que se trata de uma tragédia planetária. É também uma tragédia econômica, pois, para assegurar os lucros de alguns grandes grupos multinacionais, e essencialmente de investidores financeiros, estamos reduzindo dramaticamente a produtividade de grande parte das populações afetadas pela AIDS. O que está havendo é que a tecnologia evoluiu muito, hoje é fácil generalizar conhecimentos, e isso se torna uma imensa oportunidade de desenvolvimento do planeta e de redução das desigualdades. Isso está sendo travado por grupos que se reapropriam do conhecimento e utilizam leis do século passado, na linha da propriedade, como se fossem bens físicos, e não é. Para o conhecimento as ideias, tem que se circular no planeta de maneira livre.
Fonte:-http://www.biodiversidadla.org/-

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Microsoft prepara acordo com União Europeia sobre navegadores de internet


As autoridades de defesa da concorrência na União Europeia (UE) devem aceitar a proposta alterada da Microsoft sobre os navegadores de internet. Segundo informou a Reuters, pelo novo acordo, a empresa de tecnologia daria aval aos usuários para escolherem qual browser utilizar no velho continente.

A decisão, ainda não confirmada oficialmente, pode acirrar disputa judicial vigente há mais de dez anos entre a Microsoft e a Comissão Europeia. Na última década, a emrpesa de Bill Gates perdeu mais de US$ 2,50 bilhões em multas, por causa de acusações de violações das regras de concorrência.

Em fevereiro deste ano, o Google também entrou com ação contra a Microsoft, alegando "concorrência desleal". De acordo com a empresa, o vínculo entre o Internet Explorer ao Windows vetaria o desenvolvimento de outros sistemas operacionais.
Fonte: -http://portalimprensa.uol.com.br-

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Sistema bancário DDA - Débito Direto Autorizado - supera expectativas


O DDA (Débito Direto Autorizado) completou ontem dois meses de implantação superando expectativas. No período de 60 dias, o sistema de liquidação de boletos por meio eletrônico alcançou metas traçadas para atingir só em sete meses. Nesse período foram incorporados 20,6 milhões de boletos.
Criado por iniciativa da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) e desenvolvido pela Tivit, o sistema entrou em vigor no dia 19 de outubro. Os clientes bancários, tanto empresas quanto consumidores, que aderiram ao sistema têm poder de liquidar seus títulos registrados de débito por meios eletrônicos, como telefones celulares, internet e em terminais eletrônicos. Dessa maneira, o volume de papéis para cobranças diminui e os usuários têm controle total de suas dívidas, sem o perigo de extravio.
O profissional liberal Fábio Pereira Carvalho, que mora na Praia Grande e trabalha em São Bernardo, foi um dos que aderiram ao DDA. "O sistema facilitou demais. É um modo muito rápido para administrar as minhas contas", diz.
Segundo um dos assessores técnicos da Febraban, Walter Tadeu, cerca de 2,2 milhões de clientes bancários aderiram ao DDA como sacados (ou seja, os que pagam boletos eletrônicos). "O sistema ainda é novo, mas tem tudo para crescer. Ainda estamos em fase de maturação do mercado", comenta o técnico, sem arriscar uma previsão de crescimento ao número de usuários. Cerca de 70 bancos, associados à Febraban, oferecem a tecnologia.
O BB (Banco do Brasil) é responsável por, aproximadamente, metade dos clientes sacados que aderiram ao sistema, com 1,12 milhão de cadastros. Também por ele passaram 24,2% do total de boletos eletrônicos, nos dois meses de vida do DDA. Somando os valores cobrados, o Banco do Brasil cobrou R$ 16 bilhões em títulos com a nova tecnologia.

Tecnologia brasileira atrai interesse no Exterior
Após a apresentação do DDA (Débito Direto Autorizado) no Assembléia Anual Felaban (Federación Latinoamericana de Bancos), realizada em Miami, nos Estados Unidos, em novembro, representantes dos bancos de seis países demonstraram interesse em implantar o sistema.
De acordo um dos assessores técnicos da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Walter Tadeu, as associações de bancos do Uruguai, Venezuela, Paraguai, Costa Rica, Panamá e República Dominicana pretendem aderir à tecnologia de liquidação de boletos registrados. "Nós vamos sentar no início do próximo ano para acertar como será uma possível implantação nesses países", afirma Tadeu.
Existem duas maneiras viáveis, segundo ele, para a Febraban auxiliar a implantação. A primeira seria pela livre transferência de tecnologia. E a segunda por meio de consultoria, para que as entidades representantes dos bancos desenvolvam seus próprios sistemas.
"Por meio de consultoria seria a melhor forma", pontuou Tadeu, destacando que ainda não houve consenso se o repasse de tecnologia, ou conhecimento, será cobrado. Ele acrescenta que é a primeira vez que há interesse de outros países por tecnologias interbancárias brasileiras.
Fonte: -http://home.dgabc.com.br-



Internautas europeus não conseguem comprar online - Estudo da UE revela que 61% das compras pela internet são recusadas

O estudo envolveu clientes-mistério de todos os países da União Europeia e o objectivo era procurar 100 produtos populares (CD, computadores, máquinas fotográficas digitais e máquinas de lavar roupa) na Internet.

Resultado: para além da poupança (que é de pelo menos 10%) e do acesso a produtos que não existem no mercado nacional de cada internauta, a mais surpreendente conclusão é a de que 61% das compras não são bem sucedidas, ou porque o comerciante não possui meios de pagamento adequados ou porque não é feita entrega naquele país. 
Em 13 dos 27 países europeus, pelo menos metade dos produtos procurados, a poupança era de pelo menos 10% do que a melhor oferta nacional encontrada (incluindo as despesas, por exemplo, de transporte). 50% dos produtos não existiam na internet local, mas foram encontrados em outros países da UE.

Se os dados não surpreendem, a percentagem de encomendas mal sucedidas é avassaladora e mostra um comércio electrónico muito pouco global. Em média, 61% das encomendas feitas não chegaram a bom porto, principalmente porque o comerciante se recusou a servir o país de residência do consumidor ou não oferecia meios adequados de pagamento além fronteiras.
«É absolutamente necessário simplificar o labirinto jurídico que impede que os comerciantes em linha passem a oferecer os seus produtos noutros países», afirmou Viviane Reding, Comissária da UE para a Sociedade da Informação e Meios de Comunicação Social.
«Não teremos na realidade uma economia digital enquanto não suprimirmos todas as barreiras às transacções em linha, igualmente para os consumidores finais. Esta deve ser uma das prioridades de topo na lista de todas as iniciativas políticas de relançamento do projecto do mercado único».
Actual legislação é manta de retalhos
O estudo data de Outubro e define algumas das áreas prioritárias de acção para combater a «manta de retalhos» que é a actual legislação.
Nesse sentido, a proposta de directiva quer criar um conjunto de direitos simples e único para os consumidores da União Europeia, intensificar a fiscalização para aumentar a confiança dos consumidores no comércio transfronteiras.
A União Europeia refere que a medida mais urgente passa pela simplificação das regras do comércio transfronteiras aplicáveis aos retalhistas (por exemplo, as respeitantes ao IVA, às taxas de reciclagem e aos direitos de propriedade intelectual).

Fonte: -http://diario.iol.pt- Portugal