quarta-feira, 12 de maio de 2010

O INPI possui 102 pedidos de patentes de medicamentos negados que, se publicados, abririam caminho para a produção de novos remédios genéricos no País.


BRASÍLIA
Disputa no governo

Reduz oferta de genéricos Manobra do órgão de propriedade industrial impede que 102 remédios, cujo pedido de patente foi rejeitado pela Anvisa, cheguem ao mercado


O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) guarda em suas prateleiras 102 pedidos de patentes de medicamentos negados que, se publicados, abririam caminho para a produção de novos remédios genéricos no País.
A coleção, com potencial de gerar economia aos cofres públicos e ao consumidor, começou a ser formada em 2001 e somente terá seu destino decidido quando for resolvida a queda de braço que há anos se arrasta entre o Inpi e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Desde 2001, a agência participa da avaliação dos processos de patentes de medicamentos. Depois que o pedido é analisado e aprovado pelo Inpi, ele é remetido para Anvisa, a quem cabe fazer uma análise se o medicamento que pleiteia a patente contém inovação que mereça ser protegida. Essa segunda análise é chamada de anuência prévia. Quando a Anvisa não reconhece a originalidade, o medicamento não obtém a patente e qualquer fabricante pode produzir a versão genérica da droga.
Descontente com a inclusão da Anvisa no processo de avaliação, o Inpi passou a adotar duas atitudes distintas. Quando pedidos de patentes para novos medicamentos são aprovados pela Anvisa, a publicação é providenciada e a patente, concedida. No entanto, no caso em que a agência nega a anuência - e vai contra a decisão que já havia sido adotada pelo Inpi -, o assunto é engavetado.
"É como se o processo estivesse em andamento. Com isso, não há liberação para produção de genéricos, que, pela Anvisa, já poderia ter começado", diz Luís Carlos Wanderlei Lima, coordenador de Propriedade Intelectual da Anvisa. "Os processos vão para um buraco negro. Trata-se de um desrespeito sistemático à lei e à população", diz Lima. 
O preço de fábrica um medicamento genérico não pode ultrapassar a 65% do que é cobrado pelo produto de marca.
O Inpi afirma que não há processos sem andamento, mas sim que aguardam decisão do governo federal. "A Lei de Propriedade Industrial, de 1996, não diz o que fazer quando há divergência entre pareceres do Inpi e da Anvisa", informou o instituto, por e-mail. "O Inpi não pode indeferir um pedido simplesmente porque a Anvisa tem um parecer diferente."
O instituto considera a anuência prévia como uma espécie de intervenção ao seu processo de análise. Defensores do mecanismo, no entanto, dizem que ele representa uma garantia à sociedade. Sempre que questionado, o ex-presidente da Anvisa Gonzalo Vecina Neto afirma que anuência foi criada numa reação a um Inpi desaparelhado, autor de análises enviesadas, sempre muito favoráveis aos pedidos de indústrias farmacêuticas.
Desde que a anuência prévia foi colocada em prática, 1,4 mil autorizações de patentes de remédios foram concedidas pelo Inpi. A Anvisa concordou com 1.061 das decisões mas barrou outros 126 processos, por considerar que o benefício era indevido (um medicamento pode ser protegido por mais de uma patente).
Diante das divergências, o assunto foi levado para a análise da Advocacia-Geral da União. Dois pareceres foram feitos. O mais recente limita a atuação da Anvisa e determina que ela somente pode opinar em fatores relacionados à segurança e à eficácia dos medicamentos. Certa de que esse desfecho facilitaria a concessão indevida de patentes, a Anvisa pediu reconsideração em novembro. Na época, a AGU estimava que o resultado da nova análise deveria ser divulgado em 60 dias. No entanto, até agora o assunto não foi resolvido.
Fonte: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100430/not_imp544940,0.php

terça-feira, 11 de maio de 2010

PATENTE-BR GANHA MEDALHA-OURO EM GENEBRA NO 36º SALÃO INTERNACIONAL DE INVENÇÕES


PI-0600284-6 - "Configuração Aplicada em Mecanismo de Descarga de Vaso Sanitário"
Brasil se faz representar por invenção que economiza cerca de 60% da água usada nas descargas dos vasos sanitários. A patente foi reconhecida como relevante e de interesse global pela OMPI - Organização Mundial da Propriedade Industrial. Já obteve parecer técnico favorável pelo escritório internacional de busca da OMPI e após a analise técnica nos USA e no Escritório Europeu de Patentes, obteve Carta Patente e exclusividade para industrializar nesses países.
      O encaminhamento do Invento para registro no Brasil e no Exterior foi realizado pela empresa ANTONINI INVENÇÕES Ltda. O Prof Antonini, diretor técnico da empresa, viajou dia 31 de março para a Suíça a fim de apresentar o Invento no 36o  Salão Internacional de Invenções de Genebra Suíça. Mais de mil patentes estavam expostas provenientes de 46 paises do mundo.
      A invenção consiste em modificar a saída da água sanitária contida no vaso sanitário dos banheiros. Hoje o escoamento é forçado por jato d’água para vencer a curva vertical que se constitui no sifão proporcionando elevado consumo de água (6 a 9 litros); A invenção utiliza curva móvel que na posição vertical atua como sifão e na posição horizontal permite o escoamento da água sanitária por gravidade; sem a necessidade do jato de água; Cerca de 3 litros de água são utilizados após o escoamento do esgoto para reconstituir o selo hidráulico/sifão quando a curva retorna para a posição vertical.
      A invenção teve repercussão internacional e foi premiada com medalha de ouro na categoria “soluções ecológicas”.       Trata-se de patente intitulada "Configuração Aplicada em Mecanismo de Descarga de Vaso Sanitário" com número de publicação internacional WO2007/079557 concebida pelos inventores Amarildo Miranda Melo e Florência Argemon Neto.
Fonte: http://www.antonini.srv.br

AgBook é destaque em matéria do jornal Giro, em Ribeirão Preto


A divulgação da ferramenta foi feita na tradicional Biblioteca Padre Euclides, onde funcionários da AlphaGraphics, empresa responsável por toda a organização do projeto e pela impressão dos livros, juntaram-se a profissionais da Cultura, como Maria Ester Souza, presidente da Casa do Poeta e Cristiane Bezerra, secretária da Cultura, para expor as principais ideias e propostas do agBook.
O agBook é uma empresa de auto-publicação gratuita para o autor que tem como principal objetivo apoiar novos escritores brasileiros e ainda oferecer todas as técnicas para que o autor não somente publique o seu livro como também o promova de maneira eficiente.
Em nota o jornal diz que a ferramenta foi lançada para facilitar a publicação de livros de autores de vários gêneros literários. A ideia do Agbook é enviar os textos editados pela web, permitindo impressões mais econômicas e sob demanda.
Em forma regimental, foram enviados votos de congratulações e sucesso à Blanche Ricci, consultora gráfica da empresa AlphaGraphics em Ribeirão Preto. Parabenizando pelo sucesso do projeto e lançamento do agBook.
Fonte:http://www.alphagraphics.com.br

Seminário sobre a Lei Americana de Patentes em Florianópolis na UFSC dia 12/05, das 10 as 16:30h, no Auditório "Teixerão"

Está tudo confirmado para o Seminário sobre a Lei Americana de Patentes em Florianópolis na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) com o Advogado americano Brian Pangrle, JD, PhD. Será amanhã dia 12/05, das 10 as 16:30h, no Auditório "Teixerão" em inglês com tradutor.
Confirmem sua presença no e-mail: paula.ferreira1@yahoo.com.br
Aguardamos vocês todos lá!
Um grande abraço,
Paula Ferreira

Nesta biblioteca só tem garrafa


Primeiro sal, depois limão, depois tequila. Ou é tequila, sal e limão? Ou limão...? Ritual botequeiro à parte, a bebida acaba de ganhar um museu-biblioteca-clube em Nova York, Ou será biblioteca-clube-museu? Ou clube...?


Tequiloteca. Ao pedir uma dose, pergunte antes o preço: um 'shot' pode custar US$ 175.
Clássicos de Shakespeare, Edgar Allan Poe e Walt Whitman dão lugar a Don Julio, Sauza, Patrón, Jose Cuervo, entre outras celebridades cultuadas na mais nova biblioteca de Nova York, La Biblioteca de Tequila.
Aberta há duas semanas no andar de baixo do restaurante Zengo, ela pertence ao chef e restaurateur mexicano Richard Sandoval, dono de mais de uma dezena de casas espalhadas pelos Estados Unidos.
O espaço é decorado com luminárias antigas, lustres em forma de pequenos abajures e sofás Chesterfield - aqueles clássicos das bibliotecas inglesas com estofados capitonê e os braços na altura do encosto. Mas a sobriedade do ambiente é quebrada pela trilha sonora, que ecoa rock dos anos 90.
As prateleiras exibem uma coleção de tequilas - só merece o nome o destilado de agave azul produzido em cinco regiões do México, as que fazem parte da Denominação de Origem. Ao todo encontram-se ali 350 garrafas da aguardente mexicana em todas suas categorias: tequila branca, repousada, envelhecida e extraenvelhecida, além dos mezcais (feitos de agave de diversos tipos).
Existem ainda versões aromatizadas e as chamadas tequilas mistas, que levam outros destilados, mas mantendo 51% de agave azul, conforme regulamentação do Conselho Regulador da Tequila, CRT.
O lugar funciona como uma espécie de clube. E para conseguir a carteirinha de sócio é preciso comprar pelo menos uma garrafa - os preços vão de US$ 70 (caso da repousada Hijos de Villa, que tem um formato de pistola) a US$ 2.500, caso da 1800 Colección 2000 "Solo Luz", extraenvelhecida. Convertendo, custam entre R$ 120 e R$ 4.400.
Quem cuida do cadastro dos sócios é Courtenay Greenleaf, que anota na carteirinha o nome da garrafa e a data da aquisição. A garrafa fica guardada ali, e para tomar uma dose é preciso apresentar a carteirinha.
Ninguém está autorizado a levar a bebida para casa. "As pessoas se sentem especiais tendo a própria carteirinha e garrafa", diz Courtenav.
Ninguém é obrigado a ficar sócio para poder provar as diferentes tequilas. É possível sentar ali e pedir shots, que custam a partir de US$ 8, como a Don Nacho branca.
Quem preferir drinques feitos com a tequila em vez da bebida pura, também encontra opções ali, especialmente margaritas. Para acompanhar, há tacos, entre outras especialidades da culinária mexicana.
Às terças-feiras há degustações temáticas da bebida. Por US$ 15, o aprendiz tem direito a três shots da marca escolhida da semana (o preço pode mudar conforme o valor cobrado pelas garrafas provadas) e ainda aprende o processo de produção, a partir de explicações de um representante do produtor da bebida.
"Queremos mostrar às pessoas que assim como acontece com o vinho, o sabor e o aroma da tequila também são influenciados pelo terroir e pelo modo como ela é produzida", explica Courtenay, que prefere não ser chamada de sommelière de tequila até conseguir sua certificação oficial emitida pelo órgão mexicano CRT.
E se há uma coisa que você não vai encontrar nesta biblioteca são livros - nem sobre a tequila.
ONDE FICA
La Biblioteca de Tequila
622 Third Avenue (esquina com 40th Street), Nova York, 00/xx/1/212/808-8110
Fonte: http://www.estadao.com.br