terça-feira, 3 de novembro de 2009

Minas Gerais será o primeiro Estado a vacinar contra a meningite na rede pública


A meningite é uma doença que pode ser letal. A taxa de mortalidade entre bebês de até dois anos que contraem doença do tipo "C" é de 50%. A vacina é o método totalmente preventivo da doença, que antes era disponibilizada somente na rede particular. Agora Minas Gerais será o primeiro Estado a oferecer gratuitamente a vacina. A campanha de vacinação contra a meningite meningocócica "C" será lançada no dia 28 de novembro.
A iniciativa, inédita no país, é resultante de um contrato de transferência de tecnologia assinado entre a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e a indústria farmacêutica Novartis, que está transferindo tecnologia para a Funed. Segundo a coordenadora do Núcleo de Epidemiologia na Gerência Regional de Saúde, Mirlei Azambuja, o acordo entre a SES e a indústria farmacêutica, além de disponibilizar as doses, irá permitir através da transferência de tecnologia contínua a fabricar e distribuir a vacina. 
Num primeiro momento, serão disponibilizadas 800 mil doses para a imunização de crianças com menos de dois anos de idade - população estimada em cerca de 540 mil crianças. A partir do final de 2010, a Funed passará a produzir a vacina, que deve ser incluída pelo Ministério da Saúde no calendário nacional apenas em 2011.
Em 2008, em Minas Gerais, foram notificados 1.912 casos suspeitos de meningite. Destes, 68,7% (1.313) dos casos foram confirmados, 21,8% (417) descartados e 9,5% (182) permaneceram com a classificação final ignorada ou em branco. A taxa de incidência das meningites em 2008 em Minas Gerais foi de aproximadamente sete casos por 100 mil habitantes. 
"Esta vacina, meningocócica C, na rede pública era gratuita somente no Centro de Referência Imunobiológica, para pacientes imunodeficientes. Já no serviço privado a vacina é para qualquer pessoa, entretanto, custa em média R$ 150 cada dose. Agora a vacina será aplica gratuitamente para crianças com menos de dois anos de idade", explica Mirlei. 
A campanha de vacinação contra a meningite C será lançada no dia 28 de novembro. Os profissionais de imunização dos municípios da região metropolitana e das Gerências Regionais de Saúde do Estado foram convocados para uma reunião na última quinta-feira (22), para serem repassadas informações sobre a campanha.
A campanha de vacinação contra a meningite C será promovida em alguns municípios de Minas e está programada para os dias 28/11 até 4/12. A vacinação será realizada em postos de vacinação em cada cidade. As crianças com menos de um ano vão receber duas doses da vacina, sendo que entre a primeira dose e o reforço haverá um intervalo de 60 dias. Já as crianças com idade entre um e dois anos vão receber uma dose única.
Fonte:-www.jornaldeuberaba.com.br-

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Wyeth e Amgen processadas devido à patente do Enbrel®

Uma fundação britânica apresentou um processo judicial contra a Wyeth e a Amgen por alegada infracção de patente do blockbuster Enbrel®, avança a agência Reuters.
O Mathilda and Terence Kennedy Institute of Rheumathology Trust solicitou a um tribunal federal de Delaware a concessão de pagamentos de royalties e danos por parte das duas farmacêuticas por alegada infracção da patente do medicamento para tratar a artrite reumatóide.
O Enbrel® é responsável por milhões de dólares em vendas anuais da Amgen e da Wyeth, que comercializam o fármaco conjuntamente há vários anos.
A fundação defende, na queixa apresentada, que a sua patente, de 2001, foi desenvolvida por Marc Feldmann e Ravinder Maini, ambos em conjunto com o Imperial College of London. A patente desta instituição refere-se ao tratamento da artrite através da co-administração do metotrexato e de medicamentos que bloqueiam os receptores de uma inflamação causada pelo factor de necrose tumoral alfa (TNF-alfa), como é o caso do Enbrel®, revelam documentos judiciais.
A Amgen e a Wyeth têm vindo a recusar os pedidos de pagamento de royalties, indica a acusação.
O site do Enbrel® refere que o medicamento pode ser utilizado em combinação com o metotrexato.

A Centocor, divisão da Johnson & Johnson, e os Laboratórios Abbott são outras empresas que utilizam os receptores anti-TNF-alfa, e ambas as companhias pagaram à instituição dezenas de milhões de dólares em royalties, revelou a acusação.
"A Amgen acredita que não violou ou induziu à violação de qualquer queixa válida ligada a esta patente", afirmou o porta-voz da farmacêutica, David Polk, que considera que a queixa em causa não tem qualquer mérito.
Já a Pfizer, que adquiriu a Wyeth, adiantou, através de um porta-voz, que apoia a posição da Amgen.
Fonte: -www.rcmpharma.com-

domingo, 1 de novembro de 2009

Brasil é o 13º maior produtor de artigos científicos do mundo

Mesmo alcançando a 13ª colocação em termos de produção de artigos científicos e colaborando com 2,5% da produção científica, o Brasil ainda carece de espírito inovador na área de Biotecnologia.
Essas e outras informações sobre o setor foram transmitidas para alunos e docentes da UnB na palestra Biotecnologia: Gargalos e Desafios, proferida pela professora da UnB e membro do comitê de Biotecnologia da Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), Maria Sueli Felipe.
Durante a palestra, a professora buscou incentivar alunos e professores a buscar soluções inovadoras e corrigir deficiências do mercado brasileiro. “Temos problemas com todos os atores que fazem parte do processo de produção biotecnológica, tanto na academia, quanto no meio empresarial, quanto no governo”, explica.
Segundo Maria Sueli, a dependência de importações no Brasil e a baixa oferta de cursos de biotecnologia são sinais que reforçam essas deficiências. Segundo dados expostos por ela, o Brasil possui 24 programas de biotecnologia espalhados pelo país. A região Centro-Oeste possui apenas dois, nenhum deles em andamento na UnB.

Fonte: -www.inpi.gov.br-

sábado, 31 de outubro de 2009

Gabarito das questões de propriedade industrial até a 100.

Veja o gabarito das questões do blog até a 100.



Iniciada a consulta pública via blog para formular a Lei que regulará o uso da internet no Brasil


Retenção de dados dos usuários é um dos pontos em discussão no blog sobre marco regulatório civil.
O governo federal abriu ontem consulta pública on-line, em formato de blog, para discutir um marco regulatório civil a fim de regular o uso da internet no Brasil. O texto-base, proposto pelo Ministério da Justiça, inclui a "responsabilidade civil de provedores e usuários sobre o conteúdo postado na internet e medidas para preservar e regulamentar direitos fundamentais do internauta, como a liberdade de expressão e a privacidade". O objetivo é definir os direitos e responsabilidades no uso da rede, criando regras para normatizar esse acesso.
O governo admite que a chamada "guarda de logs" ou retenção de dados pessoais pelos provedores de acesso à internet e provedores de conteúdo ou serviços é um dos pontos mais polêmicos dessa discussão.
O ministro Tarso Genro (Justiça), esteve presente ao lançamento do projeto, na Fundação Getulio Vargas, em Botafogo (zona sul do Rio).
O documento inicial, disponível em -http://culturadigital.br/marcocivil/, pretende dar diretrizes para o Judiciário na solução de conflitos surgidos na rede de computadores. A elaboração da proposta final, que se transformará em projeto de lei em 45 dias, contará com a colaboração popular no site -http://culturadigital.br e voltará a ser alvo de novas discussões por mais 45 dias.
A partir de eixos temáticos amplos -como intimidade e privacidade, inviolabilidade do sigilo de correspondência, liberdade de expressão, anonimidade-, o governo pretende discutir se é preciso algum cadastramento de usuário da internet e se é necessária ordem judicial para ter acesso ao registro de entrada de um usuário.
"É uma construção colaborativa, participativa. Vamos receber, compilar e exibir o texto do projeto de lei", afirmou o Ronaldo Lemos, do Centro de Tecnologia da Fundação Getulio Vargas, no Rio.
"Hoje não há regras, é imprevisível uma decisão judicial, é loteria. Queremos afirmar a liberdade de expressão. É importante saber quais são os direitos, começando pelos direitos civis, depois podemos pensar em chegar ao penal", disse o coordenador do projeto, Pedro Abramovay, secretário de assuntos legislativos do Ministério da Justiça. Na opinião dele, "a internet não é espaço de ideias sem regras". "As regras devem ser firmadas a partir de escolhas da sociedade."

Fonte: Mídia Impressa - Folha de  São Paulo