segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

IBM registra 5.896 patentes


A IBM registrou mais patentes nos EUA em 2010 do que qualquer outra empresa, posicionando-se no topo da lista dos vencedores de patentes pelo 18º ano consecutivo.
A Big Blue garantiu 5896 registos de patentes no ano passado, segundo dados do IFI Claims Patent Services. A Samsung Electronics foi a segunda vencedora com mais patentes, com 4551 patentes recebidas em 2010. A Microsoft ficou em terceiro com 3094 patentes, seguida pela Canon (2552), Panasonic (2482), Toshiba (2246), Sony (2150), Intel (1653), LG Electronics (1490) e HP (1480).
O top10 da lista mantém-se praticamente inalterado desde 2009. Apenas o nono lugar é diferente, com a LG Electronics a destronar a Seiko Epson.
A IBM é a primeira empresa a ver concedidas mais de 5000 patentes num único ano, segundo o IFI, uma divisão da Fairview Research. Em 2009, o registo de patentes da IBM foi de 4914. A empresa, que investe anualmente 6000 milhões de dólares em investigação e desenvolvimento, diz que demorou mais de 50 anos para os inventores da IBM conseguirem registar as primeiras 5000 patentes após a empresa ter sido criada em 1911.
[Segundo um comunicado da empresa, "mais de 7000 inventores da IBM, residentes em 46 estados norte-americanos e em 29 países contribuíram para este recorde da companhia em patentes registadas. Os inventores residentes fora dos Estados Unidos contribuíram com mais 22% de patentes da companhia em 2010, representando um aumento de 27% nas contribuições de inventores nos últimos três anos.]
Ano recorde
A Apple entrou pela primeira vez no top50 do registo de patentes. Com 563 patentes concedidas, a Apple ganhou a posição 46 do registo do IFI. Outras empresas tecnológicas que ganharam posições no top50 incluem a Cisco (17º, com 1115 patentes) e a SAP, em 42º lugar com 649 patentes.
A empresa analista reporta que 2010 foi um ano recorde para as patentes. No total, o Patent and Trademark Office dos EUA (USPTO) emitiu 219.614 registos de patentes – 31% mais do que as emitidas em 2009.
“O grande aumento nas patentes em 2010 sugere que, até agora, a economia não parece ter diminuído significativamente o fluxo de patentes nos EUA”, disse Darlene Slaughter, gestora do IFI em comunicado. “Outro factor importante é a intensificação dos esforços do USPTO para melhorar os tempos de resolução e do seu plano estratégico a cinco anos para aumentar a eficiência e reduzir a demora. Em resumo: há ainda um número de patentes pendentes, mas o número de pedidos continua a crescer mesmo após um período de recessão económica”.
Fonte: -http://www.computerworld.com.pt/-

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pedidos e concessões de patentes crescem em 2010

Com o aumento da produtividade, o INPI concedeu 3.620 patentes durante o ano de 2010. O crescimento acumulado é de 30% na comparação com o resultado de 2006. Em relação somente ao ano passado, o aumento foi de 14,8%. Sobre os pedidos de patentes, a estimativa do Instituto é superar a marca de 30 mil solicitações em 2010, incluindo as de residentes e não-residentes no País. Nos últimos quatro anos, este índice deverá crescer cerca de 40%.
Com o trabalho para responder à demanda crescente do público, o INPI reduziu em um ano o tempo médio para concessão de patentes no Brasil. Em média, este prazo atualmente é de 8,3 anos, contra 9,3 em 2009. E o objetivo é chegar em 2014 examinando solicitações de 2010, ou seja, em quatro anos.
A redução nos prazos e o aumento da produtividade se devem, basicamente, a três linhas de ação. Uma delas é a contratação de pessoal, a outra é a informatização dos processos de patentes e a última é a revisão dos procedimentos internos.
Sobre as contratações, o INPI vem realizando concursos periódicos para selecionar pesquisadores capacitados, com pelo menos Mestrado em área técnica pertinente. Em 2005, o número de examinadores era 112 e chegou a 273 em 2010. A meta é realizar novos concursos para chegar a 600 profissionais.
Em relação à tecnologia da informação, o INPI começou a empregar, neste mês de dezembro, o sistema Eptos, que permitirá o processamento eletrônico de todos os pedidos. Ele já está em fase de testes internamente e deverá disponibilizar o depósito on-line, para os usuários externos, a partir de 2012. Também foram criados outros sistemas para auxiliar no trabalho dos examinadores.
Por fim, a revisão dos procedimentos está envolvendo, por exemplo, a possibilidade de busca e exame preliminar para pedidos depositados no Brasil nos moldes do PCT. Estas e outras medidas vão contribuir para acelerar o processo no INPI. Abaixo os gráficos demonstrativos do resultado.



graficos_patentes.JPG

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Inmetro convida para o Ciclo de Oficinas em Propriedade Intelectual

O Inmetro adotou como uma das estratégias para apoiar as atividades
inovadoras nas micro e pequenas empresas, a difusão da cultura da inovação,
com a realização de Oficinas de Propriedade Intelectual e de Transferência
de Tecnologia, para apresentar às empresas os conceitos e as noções básicas
relacionadas à inovação e a sua apropriação como ativo intangível voltado ao
crescimento sustentável e a competitividade.
Para participar do evento acesse o site: 
http://eventos. inmetro.net. br/oficina/ 


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Escritórios elaboram guia para investimento no Brasil


A Câmara de Comércio Americana (Amcham) em parceria com vários escritórios de advocacia publicou nesta semana 13 guias destinados a estrangeiros que queiram fazer negócios no Brasil. As bancas foram convidadas para participar do projeto de acordo com a sua especialização. A série é produzida em inglês e abrange uma variedade de temas como abertura de empresas, proteção à propriedade intelectual, contratos com órgãos governamentais, como obter financiamento. O material deverá ser distribuído para todas as embaixadas brasileiras no mundo.
O escritório Pires Advogados & Consultores foi o responsável pela elaboração do guia sobre licença ambiental. O advogado Ivon Pires, que desde 1986 estuda Direito Ambiental e Internacional, conta que há grande concorrência entre as empresas americanas pelos melhores negócios por aqui. Ele acompanhou a última missão promovida pela Amcham para os Estados Unidos e se surpreendeu com o entusiasmo com que o estrangeiro busca informações sobre o Brasil. “Além de ser um reconhecimento do trabalho feito pelo escritório, é uma possibilidade de aumentar o escopo de trabalho com a atração de clientes para novos negócios”, completa.
Propriedade intelectual
Outro assunto de grande interesse para estrangeiros é propriedade intelectual e Direito Esportivo. Com dois grandes eventos como Copa e Olimpíadas o conhecimento sobre essa parte da legislação também estará em alta. No guia, o sócio 
Gabriel di Blasi do escritório Di Blasi, Parente, Vaz e Dias & Associados faz uma análise positiva dos assuntos. “O Brasil já possui uma legislação bastante avançada. São leis que oferecem uma proteção bastante eficaz para propriedade intelectual, e na que trata de Direito Autoral alguns pontos ainda estão sendo revistos”, afirma.
Para o advogado, o trabalho feito com os guias é uma via de mão dupla. “A importância é de estar vinculado a Amcham conhecida mundialmente a possibilidade de oferecer para as empresas que estão interessadas em investir no Brasil informações sobre o Direito esportivo e Propriedade Intelectual. Ao mesmo tempo também é uma boa oportunidade de estar vinculada ao escritório”, diz. Ele destaca que o assunto está sendo bem tratado no Brasil com as Varas Especializadas no Rio de Janeiro. “O Judiciário também tem que estar preparado para dirimir estes conflitos”, completa.
Por MARIANA GHIRELLO
Fonte: http://www.conjur.com.br


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sistemas biométricos de identificação são "intrinsecamente falíveis", diz relatório


Molly Galvin*
Os sistemas biométricos de identificação são "intrinsecamente falíveis" e, por isso, não podem ser utilizados como forma única para definir a identidade de alguém.
A conclusão é de um grupo de pesquisadores que fez um estudo para o Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos.
Sistemas biométricos
Sistemas biométricos são projetados para reconhecer os indivíduos automaticamente com base em características biológicas e comportamentais, tais como impressões digitais, impressões palmares e reconhecimento facial ou de voz.
Mas os cientistas concluíram que não existe nenhuma característica biológica única estável e realmente distinta ao longo de todos os grupos populacionais.
"Por quase 50 anos, as promessas da biometria têm ficado além da aplicação prática da tecnologia," disse Joseph N. Pato, coordenador da comissão que redigiu o relatório. "Embora alguns sistemas biométricos possam ser eficazes para tarefas específicas, eles não são nem de longe infalíveis como o imaginário popular acredita. Mais pesquisas científicas são essenciais para se obter um entendimento completo das vantagens e das limitações desses sistemas."
Os sistemas biométricos estão sendo cada vez mais utilizados para controlar o acesso a edifícios, informações e outros direitos ou benefícios, mas ainda existem dúvidas quanto à sua eficácia como um mecanismo de segurança ou vigilância.
Falhas da biometria
Os sistemas biométricos não são infalíveis porque proporcionam "resultados probabilísticos", o que significa que a confiança nos resultados deve ser temperada por uma compreensão da incerteza inerente a qualquer sistema, diz o relatório.
O documento ressalta que, quando a probabilidade de um impostor é rara, mesmo sistemas com sensores bastante precisos e grande capacidade de correspondência podem apresentar uma alta taxa de falsos alarmes.
Isso pode aumentar os custos ou até mesmo ser perigoso nos sistemas concebidos para proporcionar maior segurança - por exemplo, os operadores poderão tornar-se relaxados ao lidar com possíveis ameaças.
O relatório identifica diversas fontes de incerteza nos sistemas biométricos que precisam ser considerados no projeto e na operação desses sistemas.
Por exemplo, as características biométricas podem variar ao longo da vida de um indivíduo devido à idade, ao estresse, a doenças ou outros fatores. Questões técnicas, ligadas à calibração dos sensores, à degradação dos dados e violações de segurança também contribuem para a variabilidade nesses sistemas.
Cuidados na implantação da identificação biométrica
Os sistemas biométricos devem ser projetados e avaliados em relação aos seus fins específicos e aos contextos em que eles estão sendo usados, diz o relatório. Considerações em nível de sistema são fundamentais para o êxito da implementação das tecnologias biométricas.
Sua eficácia depende de inúmeros fatores, como da competência dos operadores humanos, como acontece na tecnologia subjacente, da engenharia e dos regimes de testes, o que exige o uso de processos bem articulados para gerir e corrigir esses problemas.
O relatório destaca que deve-se fazer uma uma análise muito criteriosa quando se utilizar o reconhecimento biométrico como um componente de um sistema de segurança mais amplo, levando em conta os méritos e os riscos do reconhecimento biométrico de identificação em relação a outras tecnologias de autenticação.
Dados públicos
Qualquer sistema biométrico selecionado para fins de segurança deve ser submetido a uma avaliação de risco minuciosa para determinar a sua vulnerabilidade frente a ataques deliberados.
A confiabilidade do processo de reconhecimento biométrico também não pode depender do sigilo dos dados, já que os traços biométricos de um indivíduo podem ser conhecidos ou acessados publicamente.
Além disso, os procedimentos de triagem secundária, que são utilizados em caso de falha do sistema, deve ser tão bem concebidos quanto os sistemas primários, diz o relatório.
* Molly Galvin escreve para a National Academy of Sciences  (EUA)
Fonte: Inovação Tecnológica -http://www.inovacaotecnologica.com.br/-