segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sistemas biométricos de identificação são "intrinsecamente falíveis", diz relatório


Molly Galvin*
Os sistemas biométricos de identificação são "intrinsecamente falíveis" e, por isso, não podem ser utilizados como forma única para definir a identidade de alguém.
A conclusão é de um grupo de pesquisadores que fez um estudo para o Conselho Nacional de Pesquisas dos Estados Unidos.
Sistemas biométricos
Sistemas biométricos são projetados para reconhecer os indivíduos automaticamente com base em características biológicas e comportamentais, tais como impressões digitais, impressões palmares e reconhecimento facial ou de voz.
Mas os cientistas concluíram que não existe nenhuma característica biológica única estável e realmente distinta ao longo de todos os grupos populacionais.
"Por quase 50 anos, as promessas da biometria têm ficado além da aplicação prática da tecnologia," disse Joseph N. Pato, coordenador da comissão que redigiu o relatório. "Embora alguns sistemas biométricos possam ser eficazes para tarefas específicas, eles não são nem de longe infalíveis como o imaginário popular acredita. Mais pesquisas científicas são essenciais para se obter um entendimento completo das vantagens e das limitações desses sistemas."
Os sistemas biométricos estão sendo cada vez mais utilizados para controlar o acesso a edifícios, informações e outros direitos ou benefícios, mas ainda existem dúvidas quanto à sua eficácia como um mecanismo de segurança ou vigilância.
Falhas da biometria
Os sistemas biométricos não são infalíveis porque proporcionam "resultados probabilísticos", o que significa que a confiança nos resultados deve ser temperada por uma compreensão da incerteza inerente a qualquer sistema, diz o relatório.
O documento ressalta que, quando a probabilidade de um impostor é rara, mesmo sistemas com sensores bastante precisos e grande capacidade de correspondência podem apresentar uma alta taxa de falsos alarmes.
Isso pode aumentar os custos ou até mesmo ser perigoso nos sistemas concebidos para proporcionar maior segurança - por exemplo, os operadores poderão tornar-se relaxados ao lidar com possíveis ameaças.
O relatório identifica diversas fontes de incerteza nos sistemas biométricos que precisam ser considerados no projeto e na operação desses sistemas.
Por exemplo, as características biométricas podem variar ao longo da vida de um indivíduo devido à idade, ao estresse, a doenças ou outros fatores. Questões técnicas, ligadas à calibração dos sensores, à degradação dos dados e violações de segurança também contribuem para a variabilidade nesses sistemas.
Cuidados na implantação da identificação biométrica
Os sistemas biométricos devem ser projetados e avaliados em relação aos seus fins específicos e aos contextos em que eles estão sendo usados, diz o relatório. Considerações em nível de sistema são fundamentais para o êxito da implementação das tecnologias biométricas.
Sua eficácia depende de inúmeros fatores, como da competência dos operadores humanos, como acontece na tecnologia subjacente, da engenharia e dos regimes de testes, o que exige o uso de processos bem articulados para gerir e corrigir esses problemas.
O relatório destaca que deve-se fazer uma uma análise muito criteriosa quando se utilizar o reconhecimento biométrico como um componente de um sistema de segurança mais amplo, levando em conta os méritos e os riscos do reconhecimento biométrico de identificação em relação a outras tecnologias de autenticação.
Dados públicos
Qualquer sistema biométrico selecionado para fins de segurança deve ser submetido a uma avaliação de risco minuciosa para determinar a sua vulnerabilidade frente a ataques deliberados.
A confiabilidade do processo de reconhecimento biométrico também não pode depender do sigilo dos dados, já que os traços biométricos de um indivíduo podem ser conhecidos ou acessados publicamente.
Além disso, os procedimentos de triagem secundária, que são utilizados em caso de falha do sistema, deve ser tão bem concebidos quanto os sistemas primários, diz o relatório.
* Molly Galvin escreve para a National Academy of Sciences  (EUA)
Fonte: Inovação Tecnológica -http://www.inovacaotecnologica.com.br/-

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Marcas de luxo fazem parceria para lançar whisky mais caro do mundo

A marca de whisky Macallan se uniu à tradicional fabricante de produtos em cristal Lalique para lançar um produto exclusivo: o Cire Perdue. Trata-se de uma edição especial do malte, de 65 anos, colocada em um frasco de luxo da Lalique, especialmente preparado para a ocasião, em comemoração dos 150 anos do nascimento de René Lalique, fundador da Lalique. O Cire Perdue custará US$ 150 mil (o equivalente a aproximadamente R$ 260 mil).
O frasco foi desenvolvido para armazenar a bebida, a mais cara até hoje desenvolvida pela Macallan. Para a comemoração do aniversário da marca, a única unidade do produto será leiloada no dia 15 de novembro na Sotheby´s de Nova York. A quantia arrecadada com a venda da bebida seré totalmente revertida para a Charity Water, ONG que realiza um trabalho de levar água potável à comunidades de países subdesenvolvidos. 
Até o dia do leilão, o produto viajará por diversas cidades do mundo, como Paris, Madri, Londres, Moscou, Shangai e Tokio, para participar de exposições. Sobre a ação, David Cox, diretor da Macallan, comenta: “Esse projeto extraordinário nasceu de uma parceria entre nós e a Lalique, que tem um trabalho de design brilhante. Decidimos juntos doar o valor da venda desse produto maravilhoso para a Charity Water. É sempre muito bom poder ajudar os outros”. Por sua vez, Silvio Denz, CEO da Lalique, diz: “Nós estamos muito orgulhosos dessa parceria e por poder ajudar os mais necessitados com a ação”.
Fonte: Globo Rural -http://revistapegn.globo.com/-

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Energia solar e eólica podem encerrar era do petróleo, diz Nobel


A continuidade da pesquisa e desenvolvimento no campo das energias alternativas poderá resultar em uma nova era na história humana, em que duas fontes de energia renovável - a energia solar e a energia eólica - vão se tornar as principais fontes de energia na Terra.
A opinião contundente não é de nenhum ambientalista de plantão, mas do Prêmio Nobel de Química de 1998, Walter Kohn.
Falando a uma plateia seleta na Sociedade Americana de Química, Kohn destacou que petróleo e gás natural abastecem hoje cerca de 60 por cento do consumo global de energia.
Para ele, essa tendência deverá crescer ainda por um período de 10 a 30 anos, seguindo-se um rápido declínio no consumo de combustíveis fósseis.
Desafios energéticos
"Essas tendências têm criado dois desafios sem precedentes em nível global," disse Kohn. "Um é a ameaça global de escassez de energia, o que é até aceitável. O outro é o perigo iminente, este inaceitável, do aquecimento global e suas consequências."
Kohn observou que estes desafios exigem uma ampla variedade de respostas. "A mais óbvia é a continuidade do progresso científico e tecnológico, criando fontes alternativas de energia que sejam abundantes, acessíveis, seguras, limpas e livres de carbono," disse ele.
Como os desafios são globais por natureza, o trabalho científico e tecnológico deverá ter um máximo de cooperação internacional, que felizmente está começando a evoluir, disse ele.
Era do Sol/Vento
Na última década, a produção mundial de energia fotovoltaica multiplicou-se por um fator de 90, e a energia eólica por um fator de cerca de 10.
Kohn espera a continuidade do crescimento vigoroso dessas duas energias efetivamente inesgotáveis durante a próxima década e além, levando assim a uma nova era, a "era do Sol/Vento", como ele chama, substituindo a era do petróleo.
Outra questão importante, segundo ele, que compete principalmente aos países desenvolvidos, cuja população praticamente se estabilizou, é a redução no consumo de energia per capita.
"Um exemplo marcante disso é o consumo per capita de gasolina nos Estados Unidos, cerca de 5 vezes superior à média global", disse ele. "O mundo menos desenvolvido, compreensivelmente, pretende trazer seu padrão de vida a um nível semelhante ao dos países altamente desenvolvidos; em contrapartida, eles devem estabilizar suas populações crescentes."
Fonte: Mídia Eletrônica - Inovação Tecnológica -http://www.inovacaotecnologica.com.br/-

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Japão lidera lista de seis países na vanguarda tecnológica das renováveis

O Japão lidera uma lista de seis países que estão na vanguarda tecnológica das energias limpas, revela um estudo divulgado pelas Nações Unidas. 
Da lista fazem ainda parte a França, a Alemanha, o Reino Unido, os Estados Unidos e a Coreia do Sul, que concentram quase 80 por cento das patentes no campo das energias amigas do ambiente. 
O estudo, conduzido pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, pelo Instituto Europeu de Patentes e pelo Centro Internacional para o Comércio e Desenvolvimento Sustentável, incidiu em quase 400 mil documentos de patentes e pretendeu examinar o efeito da transferência no mundo dessas tecnologias limpas, incluindo a fotovoltaica, a geotérmica e a captação de carbono. 
O relatório "Patentes e Energia Limpa" contém ainda a primeira avaliação das práticas licenciadas de energias alternativas. 
Segundo o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Achim Steiner, "o desafio agora está em encontrar caminhos cujos avanços possam ser difundidos, espalhados e transferidos para toda a parte, para que os benefícios para a economia e para o ambiente possam ser partilhados por muitos em vez de por poucos". 
Fonte: SIC Notícias -http://sic.sapo.pt/-            

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Como obter marcas e patentes no Brasil e nos Estados Unidos

Se você criou algo novo (uma logomarca ou tecnologia), o primeiro passo é buscar a proteção no INPI. Mas, caso você queira exportar, é fundamentar buscar seus direitos também no exterior
Se você criou algo novo (uma logomarca ou tecnologia), o primeiro passo é buscar a proteção no INPI. Mas, caso você queira exportar, é fundamentar buscar seus direitos também no exterior. Ficou interessado? Então compareça ao evento que mostrará, em três capitais brasileiras, entre os dias 6 e 8 de outubro, como obter marcas e patentes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. E não perca a chance que muitos brasileiros desperdiçaram.
O primeiro evento do Roadshow INPI-USPTO será no dia 6 de outubro, em Brasília (DF), das 9h às 13h. Em seguida, no dia 7, é a vez de Belo Horizonte (MG), das 14h30 às 18h30. A última etapa será em São Paulo, no dia 8, das 9h às 13h.
A inscrição para qualquer um dos eventos poderá ser feita aqui. Para mais informações, entre em contato com o INPI pelo telefone (21) 2139-3089.
O caso de patentes revela quantas oportunidades os brasileiros deixaram de aproveitar. Em 2008, por exemplo, cerca de sete mil patentes foram solicitadas ao INPI por inventores nacionais. No mesmo ano, o Escritório Americano de Marcas e Patentes (USPTO) recebeu apenas 442 pedidos de patentes feitos por brasileiros.
Como a proteção das patentes vale apenas no território em que elas são concedidas, mesmo que os brasileiros conquistem o direito no INPI em todos os casos, mais de 90% destas tecnologias estarão em domínio público nos Estados Unidos. Portanto, é importante buscar a proteção tanto no Brasil quanto no exterior.
Para facilitar esta tarefa, o INPI atua como Autoridade Internacional de Busca e Exame Preliminar de Patentes. Com isso, fica mais fácil e barato para que os inventores brasileiros possam fazer seus depósitos internacionais de patentes, já que ele poderá ser feito diretamente no INPI e em português. Em seguida, com os relatórios, o cidadão poderá decidir se é viável fazer a solicitação em outros países.
Fonte: Export News -http://www.exportnews.com.br/-