sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Como obter marcas e patentes no Brasil e nos Estados Unidos

Se você criou algo novo (uma logomarca ou tecnologia), o primeiro passo é buscar a proteção no INPI. Mas, caso você queira exportar, é fundamentar buscar seus direitos também no exterior
Se você criou algo novo (uma logomarca ou tecnologia), o primeiro passo é buscar a proteção no INPI. Mas, caso você queira exportar, é fundamentar buscar seus direitos também no exterior. Ficou interessado? Então compareça ao evento que mostrará, em três capitais brasileiras, entre os dias 6 e 8 de outubro, como obter marcas e patentes tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. E não perca a chance que muitos brasileiros desperdiçaram.
O primeiro evento do Roadshow INPI-USPTO será no dia 6 de outubro, em Brasília (DF), das 9h às 13h. Em seguida, no dia 7, é a vez de Belo Horizonte (MG), das 14h30 às 18h30. A última etapa será em São Paulo, no dia 8, das 9h às 13h.
A inscrição para qualquer um dos eventos poderá ser feita aqui. Para mais informações, entre em contato com o INPI pelo telefone (21) 2139-3089.
O caso de patentes revela quantas oportunidades os brasileiros deixaram de aproveitar. Em 2008, por exemplo, cerca de sete mil patentes foram solicitadas ao INPI por inventores nacionais. No mesmo ano, o Escritório Americano de Marcas e Patentes (USPTO) recebeu apenas 442 pedidos de patentes feitos por brasileiros.
Como a proteção das patentes vale apenas no território em que elas são concedidas, mesmo que os brasileiros conquistem o direito no INPI em todos os casos, mais de 90% destas tecnologias estarão em domínio público nos Estados Unidos. Portanto, é importante buscar a proteção tanto no Brasil quanto no exterior.
Para facilitar esta tarefa, o INPI atua como Autoridade Internacional de Busca e Exame Preliminar de Patentes. Com isso, fica mais fácil e barato para que os inventores brasileiros possam fazer seus depósitos internacionais de patentes, já que ele poderá ser feito diretamente no INPI e em português. Em seguida, com os relatórios, o cidadão poderá decidir se é viável fazer a solicitação em outros países.
Fonte: Export News -http://www.exportnews.com.br/-

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Como aumentar as inovações?


A produtividade das empresas brasileiras é bem menor do que a das americanas, europeias e coreanas. Um relatório recente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) mostra que a produtividade das empresas brasileiras (não explicada por máquinas e trabalhadores) é metade das americanas, o que contribui para que o PIB per capita do Brasil seja apenas 20% do americano. Na América Latina, as empresas brasileiras são mais parecidas com as colombianas e mexicanas em termos de eficiência, ainda distantes das líderes chilenas. Por que a produtividade das firmas brasileiras é tão baixa?
Muitas empresas brasileiras, principalmente as familiares e as protegidas da concorrência, adotam práticas gerenciais ultrapassadas. Mas, um dos principais fatores responsáveis pela menor produtividade das firmas brasileiras é sua reduzida quantidade de inovações, tanto no produto final como no processo produtivo. Os dados de patentes ilustram bem o atraso brasileiro na produção de novas técnicas. Em 2009 as empresas brasileiras obtiveram apenas 146 novas patentes nos Estados Unidos, ao passo que as coreanas conseguiram 9.400 e as americanas 93.700. Isso ocorre em grande parte devido aos baixos gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) realizados no Brasil. Enquanto o Brasil gasta apenas 1,1% do PIB com P&D, os EUA gastam 2,6% e a Coreia 3,2%, ao passo que Japão e Finlândia atingem quase 3,5%. Além disso, menos da metade do valor gasto com P&D no Brasil ocorre no setor privado.
O montante reduzido de gastos privados em P&D, por sua vez, reflete em grande parte o baixo nível educacional dos trabalhadores brasileiros. Como se sabe, a qualidade da educação oferecida aos jovens brasileiros está entre as mais baixas do mundo. Além disso, no Brasil somente 8% dos formados com nível superior são engenheiros, ao passo que na Coreia eles representam 25%. Apesar do número de doutores brasileiros ter crescido substancialmente nos últimos anos, apenas 12% obteve seu título nas áreas de engenharia e informática em 2009. Ou seja, há carência de jovens profissionais atuando nas áreas tecnológicas.
No Brasil, menos de 1/4 dos cientistas estão nas empresas. Nos EUA, 80% deles trabalham no setor privado
Em contrapartida, o número de artigos científicos publicados por brasileiros representa 54% do total publicado na América Latina e 2,63% do mundo. Dado que nossa produção científica não é tão baixa, tendo em vista o pequeno número de doutores formados todos os anos, porque nossas empresas não aplicam as ideias geradas pela academia para a produção de novas técnicas? Ocorre que no Brasil, menos de 1/4 dos cientistas trabalham em empresas, enquanto na Coreia metade deles está no setor privado e nos EUA são 80%. Uma parcela substancial das patentes e dos pesquisadores brasileiros está concentrada em apenas três empresas: Petrobras, Embrapa e Fiocruz. Há no Brasil uma distância enorme entre as empresas e as universidades para a produção de conhecimento aplicado.
Parte disto ocorre por razões históricas. A Coreia buscou integrar as universidades, os institutos de pesquisa e as empresas privadas em torno de um esforço de desenvolvimento tecnológico, voltado para ganhos de eficiência e exportações, ao mesmo tempo em que investia pesadamente numa educação de qualidade para sua população. Já o desenvolvimento industrial no Brasil sempre ocorreu com muita proteção. Como não havia a preocupação de competir no mercado externo, a maior parte das empresas brasileiras não buscava melhorar continuamente seus processos de gestão e inovação. Além disso, a industrialização brasileira foi baseada em máquinas e equipamentos, deixando de lado a educação. As coisas começaram a mudar com a abertura comercial, que forçou a competição com empresas mais eficientes de outros países.
Para tentar superar o problema da falta de inovações, o governo tem produzido diversos planos de ação e novas leis. Entre eles destacam-se o Plano de Ação em Ciência e Tecnologia, o Plano de Desenvolvimento da Produtividade, a lei da inovação, a lei do bem, além de várias políticas conduzidas pela Finep e pelo BNDES. As novas leis basicamente introduzem uma série de incentivos fiscais para empresas que gastam com P&D e inovação. Apesar de todo esse aparato legal, as empresas que mais acessam esse sistema de incentivos são as grandes empresas consolidadas, que não precisariam de incentivos para investir em P&D. O que está errado então?
Novas ideias muitas vezes surgem em microempresas, com jovens empreendedores desenvolvendo novos produtos. Essas empresas informais e mesmo as formais que operam pelo sistema de lucro presumido, não conseguem ter acesso a vários dos programas de incentivos do governo, que funcionam com base no desconto do imposto de renda a pagar. Além disso, a complexidade do sistema tributário brasileiro prejudica a expansão das firmas mais produtivas e eficientes. Por fim, várias empresas ineficientes sobrevivem graças a favores do governo e concessão de subsídios. É preciso simplificar o sistema tributário, melhorar a logística, aumentar a competição nos mercados e mudar as leis de inovação para que pequenas empresas com grandes ideias consigam sobreviver, inovar e expandir, levando eficiência para o resto da economia.
*Naercio Menezes Filho, professor titular - Cátedra IFB e coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor associado da FEA-USP, escreve mensalmente às sextas-feiras. 
Fonte: Mídia Impressa - Valor Econômico

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Novo processo utiliza fermento geneticamente modificado para aprisionar CO2. Pesquisadores do MIT utilizam processo biológico pra transformar dióxido de carbono em tijolos.

Um novo método desenvolvido no MIT copia o mecanismo de organismos que constroem conchas e pode ser nova maneira de aprisionar dióxido de carbono e diminuir os problemas do Efeito Estufa aumentado pela ação humana.
Em uma época em que o aquecimento global se tornou conhecido e divulgado, muitos pesquisadores tentam fazer a sua parte para diminuir os efeitos do efeito estufa no planeta. Exemplos são os projetos de pesquisadores de Liverpool, que desenvolveram a água seca, e dos laboratórios Sandia, que fizeram uma máquina que transforma dióxido de carbono em combustível.
A tarefa é, sem dúvida complicada, principalmente em grande escala. Talvez por isso, a engenheira do MIT – Massachussets Institute of Technology, Angela Belcher, pense em transformar CO2 em tijolos de construção.
Para isso, Belcher e seus alunos de graduação modificaram os genes de um tipo de levedura de fermento de pão, para que expressem características semelhantes a muitos organismos marinhos, que constroem conchas de carbonato de cálcio, conta o site PopSci. O dióxido de carbono é borbulhado em água e, então, combinado com íons minerais para produzir compostos sólidos. As enzimas do fermento ajudam no processo.
O interessante é que a descoberta pode ajudar de duas formas, retirando CO2 da atmosfera e diminuindo as quantidade do gás que são emitidas na fabricação de tijolos.
O site PopSci ainda lembra que Belcher e seus alunos não foram os primeiros a conseguir transformar moléculas de CO2 em sólidos, mas foram os primeiros a provar que é possível utilizar um processo biológico.
De acordo com a pesquisadora, cada 0,5 kg de CO2 utilizado pode gerar cerca de 1 kg de carbonato. Assim, caso o processo possa ser reproduzido em grande escala, pode ser uma ótima medida para aprisionar moléculas de dióxido de carbono – na excelente razão de 2:1 – e, ao mesmo tempo, ajudar na construção civil.
Mídia Eletrônica: Geek -http://ndauer.geek.com.br/-

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Cargill paga R$ 600 milhões por fábrica e marcas de molho de tomate da Unilever


Depois de vender a Seara, multinacional americana buscava novas oportunidades no País; na negociação com a Unilever, que prefere investir em marcas globais, a empresa ficou com os rótulos Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro
No primeiro movimento desde a venda da marca Seara para o frigorífico Marfrig, há um ano, a multinacional americana de alimentos Cargill anunciou ontem um acordo estimado em R$ 600 milhões para adquirir a unidade de molhos, polpas e extratos de tomate da anglo-holandesa Unilever no Brasil, tornando-se líder do segmento. Entre as marcas incluídas no negócio estão rótulos tradicionais como Pomarola, Tarantella, Elefante e Pomodoro.
A aquisição inclui as unidades de produtos para o varejo e "food service" (grande consumidores, como restaurantes), além de instalações e da fábrica em Goiânia. As empresas esperam concluir a transação no final deste ano. O acordo estará sujeito à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "A aquisição da unidade de produtos de tomate da Unilever exemplifica nosso compromisso de longo prazo com nossos negócios no Brasil", disse, em nota, Sergio Rial, vice-presidente sênior da Cargill.
As especulações sobre a venda da unidade de molhos de tomate da Unilever circulavam há meses no mercado. O mercado comentava que a principal rival da multinacional anglo-holandesa no País - a Hypermarcas, fundada por João Alves de Queiroz Filho, ex-dono da Arisco - poderia vir a comprar as marcas arrematadas pela Cargill. Mas, para a analista Daniela Bretthauer, da Raymond James, o negócio não se enquadraria na estratégia de expansão da Hypermarcas, que prioriza setores de maior valor agregado, como o farmacêutico e o de higiene pessoal. "Acho até bom para a Hypermarcas que ela não tenha comprado (o negócio de molhos), pois o preço me parece um pouco alto", diz.
Segundo Fabiana Fakhoury, diretora da consultoria Alvarez & Marsal, a Unilever vendeu o negócio de molhos porque ele não se encaixava na estratégia da empresa de trabalhar com marcas globais, reduzindo investimentos em marketing e propaganda, por exemplo. "Eram marcas locais, de um mercado em crescimento, mas que não se encaixavam na estratégia", diz Fabiana. De acordo com a Nielsen, o mercado de molhos prontos de tomate cresceu 11,3% ao ano entre 2007 e 2009, de carona no aumento do consumo de produtos prontos pela classe C; na mesma comparação, a venda de polpa e purê de tomate caiu 8,2%.
Variedade. Para a Cargill, entretanto, a expansão do portfólio faz sentido, de acordo com a diretora da Alvarez & Marsal. Não faz diferença, segundo ela, se as marcas são locais, pois a empresa não tem tradição de atender o varejo na maioria de seus mercados. "A Cargill está com dinheiro em caixa desde a venda da Seara para a Marfrig, e dinheiro em caixa nunca é bom - ela já estava sendo pressionada a fazer algum investimento."
Além disso, a analista aponta que os molhos de tomates são um negócio complementar que otimizará a rede de distribuição que a multinacional já montou no Brasil. "A empresa já distribui suas marcas atuais, como Liza, Mazola e Gallo, nos supermercados que venderão esses novos produtos", explica.
Fonte: Mídia Eletrônica - O Estado de São Paulo Online -http://www.estadao.com.br/-

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Brasil e EUA firmam acordo para agilizar registros de drogas

Vigilância pode, agora, decidir com base em dados de órgão regulador americano
As decisões da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) sobre registro e fiscalização de remédios passam agora a considerar relatórios da FDA (Food and Drug Administration), a agência reguladora dos EUA.
Na última sexta-feira, as agências dos dois países assinaram um termo de confidencialidade que garante a troca de informações sobre registro de drogas, equipamentos e fiscalizações.
De acordo com Dirceu Raposo de Mello, diretor-presidente da Anvisa, a troca de informações não quer dizer que as decisões da FDA serão acatadas pela Anvisa -um medicamento suspenso nos EUA, por exemplo, não será necessariamente retirado do mercado no Brasil.
"Nós teremos acesso ao relatório da FDA e poderemos levar em conta ou não os motivos que fizeram com que eles suspendessem a droga."
Na prática, a Anvisa espera que o processo de aprovação de remédios ou produtos importados fique mais rápido. Hoje, a agência faz, em média, 200 viagens anuais de fiscalizações no exterior. Com o acordo, espera-se que esse número diminua.
"Em vez de irmos fazer uma inspeção no Oriente Médio, podemos nos basear em uma inspeção já feita pelo FDA", diz o diretor.
O acordo é a primeira etapa para o reconhecimento mútuo (a aprovação ou suspensão de remédios em conjunto pelas agências). Mello diz que não há previsão para que isso aconteça.
"Ainda estamos longe disso. Mas, se houver uma padronização, não vejo problemas de isso acontecer."
Para a médica Suely Rozenfeld, professora da ENSP (Escola Nacional de Saúde Pública), da Fiocruz, a rapidez nem sempre deve ser vista com bons olhos na área de vigilância sanitária.
"Há muitas críticas de importantes pesquisadores sobre o modo de operar da FDA. Isso é preocupante."
A agência americana tem, por exemplo, um processo chamado "fast track", usado para acelerar a liberação de drogas ainda em testes.
O diretor da Anvisa afirma que a prática não vai ser reproduzida no Brasil. "Exigimos que os testes sejam completos. É essencial para garantir a eficácia do produto."
Fonte: Mídia Impressa - Folha de São Paulo