terça-feira, 6 de julho de 2010

Investimento em inovação tecnológica no Brasil bate recorde


Os investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) crescem a cada ano no Brasil. Dados parciais do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) apontam para resultados ainda mais positivos para o relatório deste ano.
A Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec) espera, no caso da aplicação da Lei do Bem, contabilizar cerca de 800 empresas e R$ 10 bilhões de investimentos na área, relativos a 2009.
Os valores são significativamente maiores na comparação com 2006, quando 130 empresas gastaram em torno de R$ 2 bilhões em processos inovativos. Em 2007, eram 300 empresas e R$ 5,1 bilhões de investimentos. O recorde foi superado em 2008, com um total de 460 adesões e R$ 8,1 bilhões investidos.
Marola tecnológica
A previsão, referente a 2009, está baseada nas primeiras informações repassadas pelas empresas à Setec. O prazo para enviar os dados ao departamento encerra no final de julho, mas na avaliação do secretário Ronaldo Mota já é possível dizer que, felizmente, a crise financeira mundial teve pouco reflexo no sentido de estancar a trajetória da inovação no País.
"Tudo indica que as empresas brasileiras reagiram positivamente à crise, aumentando o seu nível de investimento, especialmente em inovação. Podemos imaginar esses números, com uma boa margem de acerto; e isso é significativo, algo da ordem de 0,30% do Produto Interno Bruto (PIB - a soma das riquezas do País)", calcula.
O crescimento de empresas inovadoras chegou a 350%, entre 2006 e 2008.
Lei de Inovação
Mota atribui as adesões das empresas, durante o período, aos novos incentivos fiscais e tributários concedidos pelo governo Federal; por intermédio da Lei de Inovação e da Lei do Bem, entre outras iniciativas.
"A Lei de Inovação, de 2004, abriu a possibilidade de ter processos de subvenção e a Lei do Bem, de 2005, disciplinou esse processo, entre outros aspectos; porque permitiu às empresas declarantes do lucro real a terem um mecanismo efetivo de se isentarem de impostos proporcionalmente ao investimento feito em pesquisa desenvolvimento e inovação", esclarece o secretário.
As informações repassadas pelas empresas são avaliadas pela Setec que, ao final da análise, encaminha um relatório consolidado à Receita Federal. A empresa contabiliza os investimentos feitos, durante o exercício fiscal, depois preenche um formulário, especificando as linhas de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico e os respectivos dispêndios, justificando o abatimento no imposto de renda e na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), bem como os cálculos realizados, e envia à secretaria.
Mota cita outras formas utilizadas pelo MCT para estimular a inovação. Entre elas, a subvenção direta e concorrencial, feita por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao MCT. A agência define as áreas prioritárias e um comitê de julgamento avalia o projeto apresentado pelas empresas.
"O financiamento é a fundo perdido, diretamente para a empresa, e permite que ela leve adiante a execução do plano de inovação. A subvenção decorre da Lei de Inovação. Já estamos próximos de R$ 2 bilhões de investimentos nesta modalidade", afirma.
Inovar versus modernizar
Mota diferencia ainda o termo inovar de modernizar. "Modernizar é comprar equipamentos e adquirir instrumentos. Inovar é apostar em pesquisa, contratar ou se associar a produtores de conhecimento, ciência e tecnologia", explica.
O Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec), criado pelo Decreto 6.259 de 20 de novembro de 2007, é um dos elementos que auxilia nessa trajetória, ao melhorar a organização da oferta de conhecimentos, principalmente baseado nas demandas, aumentando a sinergia das ações destinadas ao apoio às empresas.
Neste sentido, o MCT investe na capacitação de mais de 400 laboratórios de calibração, ensaios e análises que ofertarão às empresas serviços de avaliação da conformidade. A intenção é oferecer o apoio necessário para garantir produtos brasileiros com selo de qualidade e condições de competir no mercado nacional e internacional.
Extensão tecnológica
Outra frente de ação, no âmbito do Sibratec, está presente em 22 estados com a implementação das redes estaduais de extensão tecnológica que são destinadas a solucionar pequenos gargalos na gestão tecnológica, projeto, desenvolvimento e produção das micros, pequenas e médias empresas. O sistema viabiliza o contato com institutos de tecnologia, centros de pesquisa e universidades, que possam prestar atendimentos tecnológicos por valores razoavelmente limitados, de até R$ 30 mil.
"O Sibratec constrói uma ponte entre a academia (a excelência da pós-graduação) e o setor produtivo para facilitar a transferência do conhecimento. Foram organizadas 14 redes de centros de inovação em todo o País, em várias áreas do conhecimento que propiciam às empresas desenvolver projetos cooperativos inovativos. O Sibratec/Finep aportará até 95% do valor desses projetos, de acordo com o porte da empresa", acrescenta.
Inovação recente
Na avaliação de Mota, apesar do crescimento verificado nos últimos anos, a tradição inovadora é recente no Brasil e precisa avançar ainda mais para garantir o crescimento sustentável no futuro. Ele justifica que o processo de transferência do conhecimento é frágil. O País é responsável por 2,4% da produção científica mundial, mas responde apenas por 0,2% do registro de patentes em todo o mundo.
"Não é correto dizer que o Brasil investe pouco em pesquisa e inovação porque a dinâmica é acentuada e favorável. O que podemos dizer é que o hábito, a prática, a tradição da inovação no País, especialmente nas empresas, ainda é bastante recente, em especial no segmento industrial. Isso está se dando num processo muito acelerado, mas é uma das nossas grandes dificuldades", reconhece.
Fonte:  -http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias/-

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Programa Bônus de PI é lançado no Rio de Janeiro


O Programa Bônus Propriedade Intelectual foi lançado nesta terça-feira, dia 29 de junho, no Rio de Janeiro, com o objetivo de aumentar a competitividade das micro e pequenas empresas. Organizado pela Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro (Redetec) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/RJ), o Programa é resultado de uma parceria destas instituições com o INPI e a Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).
O bônus pretende facilitar o acesso a serviços que permitam proteger os ativos intangíveis dos empreendedores individuais, micro e pequenas empresas, para que eles possam usufruir dos benefícios gerados pelo licenciamento da tecnologia ou da marca.
Segundo Silvia Carvalho, analista do Sebrae/RJ, durante a elaboração do Programa as reuniões na Repict (Rede de PI, Cooperação, Negociação e Comercialização de Tecnologia) foram importantes para perceber as dificuldades dos empresários em proteger seus ativos intangíveis. Mesmo com o desconto dado pelo INPI às micro e pequenas empresas, muitas vezes os empreendedores desconhecem como fazer isso: o que o Sebrae faz com esse Programa é facilitar o acesso por meio de subsídios.
Os serviços apoiados pelo Programa incluem identificação da melhor proteção à propriedade intelectual (PI) pela empresa; busca no banco de dados de patentes; redação do pedido de depósito de patentesdesenho industrialsoftware e marcas; além do próprio depósito dos pedidos, entre outros. Cada empresa tem o limite de R$ 6.000,00 por ano, sendo 90% dos custos subsidiados no caso de empreendedor individual e 80% no caso de micro e pequenas empresas. Podem participar do programa empresas localizadas no estado do Rio de Janeiro.
Fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias/programa-bonus-de-pi-e-lancado-no-rio-de-janeiro

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Projeto pune empresa que descumprir lei trabalhista para lucrar mais

Deputados analisam projeto que garante punição para empresários que violarem a lei
Empresas que desrespeitarem direitos trabalhistas para aumentar os lucros poderão ser punidas com multa e pagamento de indenização aos trabalhadores e aos concorrentes prejudicados. É o que prevê o projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados, que penaliza o chamado "dumping social" - prática de ampliar lucros com o não pagamento de horas extras ou com a contratação de empregado sem carteira de trabalho, por exemplo.

Vários juízes já punem a prática com base em uma determinação da Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas) aprovada em 2007. O projeto de lei, se aprovado, vai dar amparo legal a essas decisões.
Apesar de o tema já ser tratado na legislação trabalhista, o autor do projeto, o deputado Carlos Bezerra (PMDB-MT), defende a necessidade da garantia da punição:
- A possibilidade de condenação torna menos atrativa a prática da concorrência desleal fundada em desrespeito à legislação trabalhista.
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público, de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.
Fonte: http://noticias.r7.com

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Novo quadro no Blog: "Vagas em Propriedade Industrial e Direito"

Bom dia!
Hoje estou inaugurando um novo quadro no Blog que trata de "VAGAS EM PROPRIEDADE INDUSTRIAL E DIREITO". O quadro de vagas fica logo abaixo do espaço para cadastramento nas Newsletter do blog, no canto inferior direito. Nesse quadro gostaria de citar também licitações ou concorrências para escritórios de PI.
Hoje tem uma vaga muito interessante na Fundação Getúlio Vargas.
Tenho recebido muitos e-mails falando de vagas e por isso resolvi disponibilizar essa área no blog.
São oportunidades de trabalho principalmente em escritórios de Propriedade Industrial.
Caso queira incluir uma vaga ou licitações ou concorrências para escritórios por favor me escrevam.
Um grande abraço e até breve,
Paula Ferreira
paula.ferreira1@yahoo.com.br

Viacom perde processo chave de US$ 1 bi contra Google


O Google foi considerado inocente por um juiz federal dos Estados Unidos em um processo chave para a empresa, movido pela Viacom, informam jornais estrangeiros.
A Viacom, companhia que controla a Paramount Pictures e detém a marca MTV, entre outras, acusava o Google de lucrar com vídeos protegidos por direitos autorias que eram exibidos no site YouTube (controlado pelo Google).
O juiz Louis Stanton, de uma corte federal de Nova York, entendeu que o Google não violou a lei porque removeu os vídeos protegidos depois de ser alertado, relata o Financial Times.
A Viacom considerou a decisão “fundamentalmente falha” e afirmou que vai recorrer. Em uma entrevista, relata o Wall Street Journal, o conselheiro geral do Google, Kent Walker, disse que a sentença “resolve todos os assuntos pendentes”.
A Viacom pedia US$ 1 bilhão para compensar perdas que diz ter sofrido com violação dos direitos autorais. O processo foi movido em 2007.
Acusação mútua
A briga entre Google e Viacom extrapolou o campo da discussão sobre direitos autorais ao longo dos três anos do processo, atingindo o campo da ética, com ambas as companhias tentando provar que a outra agia deliberadamente de forma desonesta.
A Viacom levou a público mensagens de e-mail em que um dos fundadores do YouTube dizia que seu colega estava colocando no site “vídeos roubados”, de propósito.
Já o YouTube acusou a Viacom de colocar o seu próprio conteúdo no YouTube, secretamente, com o objetivo de acusar o Google de violação de direitos e ganhar dinheiro com isso.
Fonte: http://blogs.estadao.com.br/radar-economico