quarta-feira, 30 de junho de 2010

Lipitor é a nova prioridade das farmacêuticas para genéricos

A queda de patentes de importantes princípios ativos internacionais está transformando o mercado brasileiro. A Pfizer confirmou a informação de que fechou uma parceria com o laboratório brasileiro Eurofarma para lançar uma versão do Lipitor, medicamento usado no combate ao colesterol que deve ter queda de patente a partir de dezembro. A ideia da empresa é proteger os medicamentos que vão perdendo patente.

Neste momento, as indústrias farmacêuticas se mobilizam para produzir e vender o genérico do Viagra, destinado a disfunção erétil, a um preço reduzido. Logo que perdeu a patente do princípio ativo do Viagra, o Sildenafil, no dia 20 de junho, a multinacional assumiu uma postura agressiva no mercado, reduzindo o preço do medicamento em 50% .

As farmacêuticas que atuam no segmento de genérico estão "correndo" para colocar no mercado o produto com preço 35% mais barato do que o novo valor anunciado pela Pfizer. Hoje, o valor médio do medicamento é de R$ 15.

A empresa brasileira Germed, holding da EMS, "saiu na frente" e colocou o genérico do Viagra nas prateleiras na semana passada. A holding investiu cerca de R$ 20 milhões em pesquisa para o lançamento do medicamento. "Até o final deste ano, o volume do medicamentos baseados no Viagra deve ser triplicado, porém em valor deve ficar inferior ao que era obtido anteriormente" , afirma o diretor presidente da Germed, José Cosme dos Santos.

Tanto a Teuto quanto a Medley também devem colocar seus genéricos do Viagra nas ruas no segundo semestre deste ano.

A Geolab prevê o lançamento do seu Viagra no segundo semestre de 2011, data em que lançará também o genérico do Lipitor.

O laboratório Sandoz preferiu não dar informações sobre preço ou data de lançamento. A empresa recebeu dois registros de medicamentos que contêm Sildenafil: um é para produção de genérico, e o outro, para fabricação de um similar.

A Eurofarma, uma das maiores indústrias farmacêuticas do País, não tem definição quanto à fabricação do genérico do Viagra e por enquanto não comenta o assunto.

O grupo da EMS é o único laboratório autorizado a colocar o Viagra genérico em farmácias. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o grupo detém oito registros de versões do Viagra: quatro para genéricos e quatro para similares.
Com o fortalecimento do setor farmacêutico em 2010, as indústrias investem em lançamentos e em expansão. O laboratório brasileiro Teuto, por exemplo, deve lançar ainda este ano 100 medicamentos. Atualmente a empresa investe 7% do seu faturamento em pesquisa e desenvolvimento de produtos.

Em 2009 a Teuto faturou por ano em média R$ 300 milhões. "Para todos os produtos que sofreram com a queda de patentes teremos um genérico. Dentro da companhia contamos com um projeto chamado Projeto Patente - um grupo de pesquisa para avaliar todas as patentes que vão cair", explica o gerente de Marketing da Teuto, Aurélio Ramos.

A indústria farmacêutica Germed prevê o lançamento de 15 medicamentos este ano, expansão de linha e aquisição de uma nova marca. Em 2009, a Germed faturou R$ 193 milhões. Este ano o objetivo é ultrapassar a marca de R$ 300 milhões. Em média, a companhia investe entre R$ 10 a R$ 15 milhões para o desenvolvimento de cada medicamento. "Vamos lançar todos os genéricos que terão queda de patente. Por questões estratégicas, não falamos de datas ainda", explica o diretor presidente, José Cosme dos Santos.

No próximo semestre, a Germed também vai às compras e anuncia que deve fazer uma aquisição. "Queremos comprar uma companhia que atue no ramo farmacêutico, porém em segmentos diferentes daqueles em que já atuamos. Por exemplo, endocrinologia, oftamologia, e dermatologia", enfatiza o porta-voz.

A Eurofarma adquiriu no final da semana passada a indústria farmacêutica Gautier, a sétima maior indústria farmacêutica uruguaia, que atua também no Paraguai e na Bolívia.

A queda de patente de importantes princípios ativos internacionais está transformando o mercado brasileiro. A Pfizer confirmou a informação de que fechou uma parceria com o laboratório brasileiro Eurofarma para lançar uma versão do Lipitor, medicamento usado no combate ao colesterol a queda de cuja patente deverá ocorrer a partir de dezembro. A ideia da empresa é proteger os medicamentos que vão perdendo patente.

Neste momento, as indústrias farmacêuticas se mobilizam para produzir e vender o genérico do Viagra, destinado a disfunção erétil, a um preço reduzido.

Logo que perdeu a patente do princípio ativo do Viagra, o Sildenafil, no dia 20, a multinacional assumiu uma postura agressiva no mercado, reduzindo o preço do medicamento em 50%.

Fonte: http://www.dci.com.br/noticia

Seae recomenda fusão de Sadia e Perdigão com restrições

A Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae) enviou parecer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) no qual recomenda a aprovação da fusão entre Sadia e Perdigão, que deu origem à Brasil Foods, mas com restrições.

No parecer, a Seae observa que a operação "resulta em concentrações significativas em diversos mercados relevantes de oferta de carne in natura e produtos industrializados".

O órgão, vinculado ao Ministério da Fazenda, destaca a elevada concentração da Brasil Foods na oferta de carne de peru in natura e de produtos como pizza congelada, presunto, salame, hambúrger, empanados de frango, linguiças defumadas, margarinas, entre outros.

A Seae propôs ao Cade duas alternativas para reduzir a concentração da empresa nesses mercados, "que podem ser usadas cumulativamente ou de forma associada, dependendo das especificidades de cada mercado relevante".

A primeira alternativa prevê o licenciamento de uma das marcas principais - Perdigão ou Sadia - por um período mínimo de cinco anos, além da venda de um conjunto de fábricas e unidades de abate, correspondentes à participação de mercado detida pela marca objeto do licenciamento.

Na segunda opção, a Seae sugere a venda conjunta das marcas Batavo, Rezende, Confiança, Wilson, e Escolha Saudável, acompanhada da venda de um conjunto de ativos produtivos equivalente à participação de mercado detida pelas marcas. 

Nas duas alternativas, a Seae recomenda a venda de ativos de abate de frango no Mato Grosso e de perus no Paraná, incluindo as respectivas carteiras de produtores integrados de frangos e perus.

No caso do segmento de margarinas, a secretaria indica a venda das marcas Doriana, Claybom e Delicata e das respectivas fábricas. Além disso, ela sugere a adoção de "medida comportamental", nla qual a empresa deve submeter ao Cade suas promoções no segmento de margarinas.

Leia mais: http://www.valoronline.com.br/?online/empresas

terça-feira, 29 de junho de 2010

INPI terá nova estrutura


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou no dia 24 de junho, a Lei 12.274/2010, que dispõe sobre a criação de funções comissionadas FCINPI, sua remuneração e a extinção de cargos do grupo DAS. Com isso, o INPI terá em breve uma nova estrutura para melhorar seu funcionamento e adequá-lo às demandas da sociedade por serviços mais eficientes e ágeis.
A necessidade de novos cargos de supervisão decorre do crescimento da capacidade de exame, realizado nos últimos quatro anos em resposta ao crescimento da demanda por marcas, patentes e outras formas de propriedade intelectual a cargo do INPI.
A natureza especial das funções criadas visa assegurar a profissionalização da gestão do INPI, e é também importante forma de redução de custos, pois diminui substancialmente o número de funções de livre provimento, bastante mais onerosa ao Tesouro.
Fonte: http://www.inpi.gov.br/

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Indicação geográfica pode valorizar carne bovina


Assim como já acontece com outros produtos de origem agropecuária, a carne bovina também pode ganhar valorização pelas características de regionalização. Este foi o tema do painel Indicação Geográfica para Carne Bovina, apresentado na tarde desta quinta-feira, dia 17, no Fórum Canal Rural e ABM&A – Pecuária, Marketing e Negócios, parte da programação da Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, a Feicorte.
Paulo César Nogueira, diretor do Departamento de Propriedade Intelectual e Tecnologia da Agropecuária da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DEPTA/SDC/MAPA), apresentou o exemplo da Carne dos Pampas. A iniciativa partiu dos próprios pecuaristas, com apoio do Sebrae-RS, visando à produção com elevado padrão de qualidade e certificação de origem, características que garantem valor agregado.
Para o debate neste painel, foram convidados o presidente da Sociedade Rural Brasileira, Cesário Ramalho da Silva; o presidente da ABMR&A, Maurício Mendes; e o consultor do JBS-Friboi e ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcus Vinícius Pratini de Moraes. De maneira geral, palestrante e debatedores concordam que é preciso reforçar o marketing da carne bovina brasileira, assim como a imagem do País nas negociações com o mercado Global.
“O Brasil é uma colônia grande. Faz 500 anos que estrangeiros vêm aqui comprar nossos produtos e determinam quanto querem pagar”, lamentou Pratini de Moraes. Segundo ele, o fato positivo é que o agronegócio nacional está acordando para oportunidades como a indicação geográfica. “Temos de aprender com os europeus, pois eles já utilizam tal sistema há mais de dois mil anos.”
Pratini insistiu na ideia de que o Brasil tem de ofertar seus produtos de maneira diferente. “Temos que aprender a não ter vergonha de vender itens de luxo e de fazer controle de qualidade. Não podemos mais dar colher de chá para negociantes internacionais, é preciso haver uma troca justa”, bradou o ex-ministro.
Maurício Mendes, da ABMR&A, acrescentou que uma vez neste jogo, o País tem de passar a discutir as questões comerciais com essa base. “O nascedouro de projetos de comercialização precisa trazer o marketing em sua programação”, afirmou.
Cesário Ramalho comentou ser fácil entender que os produtos de qualidade superior chegam à gôndola do supermercado com valor mais alto porque também custam mais para serem produzidos. Porém, essa simplicidade toda não é tão bem aproveitada. “Ainda não pensamos em uma maneira prática de fazer isso”, disse o dirigente. Para ele, essa situação também envolve uma questão de gestão.
Ramalho citou o Rio Grande do Sul como um exemplo de pecuária que já tem um tipo de gado mais característico, por conta dos rebanhos com animais de origem europeia, e afirmou ser possível fazer o mesmo no centro do País com as raças zebuínas, como acontece com o Vitelo Pantaneiro.
Fonte: http://www.publique.com/press

domingo, 27 de junho de 2010

ACIFI PEDE FISCALIZAÇÃO PARA COIBIR COMÉRCIO IRREGULAR EM FOZ

A concorrência desleal de pessoas que comercializam produtos dos mais variados em vias públicas vem gerando descontentamento de empresários legalmente constituídos e que pagam em dias seus tributos na cidade. São caminhões que estacionam nas vias movimentadas da cidade e dispõem seus produtos – desde bolas, bonecas até móveis e gêneros alimentícios – para comercialização sem oferecer garantias ao consumidor, uma vez que não emitem nota fiscal, não possuem alvarás nem assumem as obrigatoriedades que regem o setor.



Em vista disso, a Associação Comercial e Industrial de Foz do Iguaçu – ACIFI saiu em defesa dos seus associados e solicitou especialmente à Prefeitura de Foz uma solução para a situação. Elizangela de Paula Kuhn, presidente da associação, pede a realização de ações de fiscalização para coibir a prática que há tempos vem prejudicando a atividade comercial de inúmeras empresas do Município. “Esses veículos chegam de outras cidades, ocupam lugares públicos para descarregar e expor mercadorias dos mais diversos tipos, inclusive alimentos, que são vendidas, de maneira irregular, sem nota fiscal e nenhum tipo de registro ou licença para esta finalidade”, reitera a presidente.
“Além de ferir gravemente a legislação municipal, a ação tem prejudicado significativamente a atividade comercial daquelas empresas que cumprem com todas as suas obrigações legais e vêem-se agredidas com a concorrência desleal de tais “comerciantes”, que se valem da falta de fiscalização para praticarem sua atividade comercial ilícita”, completou.
Em ofícios encaminhados para as secretarias de Indústria e Comércio; da Fazenda; do Planejamento Urbano e da Procuradoria Geral do Município, Elizangela afirma que o comércio irregular é facilmente identificado em diversos pontos da cidade, especialmente nos finais de semana. “Por isso, pedimos a fiscalização das diversas secretarias competentes dos caminhões na entrada da cidade, tanto nos dias de semana em horário comercial, como após às 18hs e nos finais de semana”, solicitou.
Da mesma forma, a presidente da ACIFI solicita providências em relação aos ambulantes que atuam irregularmente na região central da cidade. Na mesma ação, Elizangela pede providências para coibir outra prática que atrapalha o comércio e gera insegurança principalmente na área central de Foz: a ação dos flanelinhas que impõem a cobrança – muitas vezes estipulam valores – para “cuidar” dos automóveis estacionados.
Fonte: http://www.clickfozdoiguacu.com.br/foz-iguacu-noticias