sexta-feira, 18 de junho de 2010

Acordo pode facilitar globalização de franquias brasileiras

A Associação Brasileira de Franchising está estudando um acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior para regularizar a lei de franquias e facilitar a internacionalização das empresas franqueadoras brasileiras. De acordo com o presidente da associação, Ricardo Bomeny, atualmente 65 empresas exportam para 49 países. "A expectativa para 2010 é que sejam 80 empresas exportando para 50 países", afirma. Os setores que mais exportam são calçados, moda, softwares e alimentação. 
Além disso, o diretor executivo da associação, Ricardo Camargo, disse que existe um esforço no setor de franquias para levar as operações a mercados diferentes. Para isso, a ABF está estudando uma parceria com a Associação Paulista de Supermercados, a APAS, para intensificar a instalação de franquias em supermercados. "A ideia é levar as franquias para regiões que não tem shoppings centers, como o interior e a periferia", disse. 
Já pensando nos eventos esportivos que o Brasil deve receber nos próximos anos, a associação está em negociando com a Infraero para facilitar e aumentar a quantidade de franquias instaladas nos aeroportos. Bomeny acredita também que os estádios de futebol tem potencial para receber lojas. "Queremos criar verdadeiros shoppings acoplados aos estádios, o que já é uma tendência no mundo", afirma. No Brasil, já existem franquias de alimentação e de livrarias dentro de alguns estádios, como o Morumbi, em São Paulo. 
O setor de franquias faturou 63 bilhões de reais em 2009 e prevê um crescimento de 18% para 2010. Além disso, os 80 mil pontos de venda atuais devem aumentar em 10% com a chegada de 150 novas empresas franqueadoras. Os setores que mais cresceram em 2009 foram acessórios pessoais e calçados e vestuário. Para este ano, a tendência são os mercados de chocolate, frozen yogurt e serviços em geral.
Fonte: http://portalexame.abril.com.br/pequenas-empresas/noticias/-

quinta-feira, 17 de junho de 2010

China revisa medidas anti-dumping sobre hidrato de hidrazina importado


A China começou a revisar as medidas anti-dumping impostas em 2005 sobre o hidrato de hidrazina importado do Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e França, revelou hoje o Ministério do Comércio.
O ministério examinará a possibilidade de se continuar aplicando as medidas caso o dumping não termine, afirmou a entidade em uma declaração divulgada em seu site.
Os produtores chineses de hidrato de hidrazina fizeram uma solicitação para a revisão das medidas anti-dumping em 6 de abril, assinala a declaração, acrescentando que a revisão será concluída dentro de 12 meses.
Em junho de 2005, o ministério impôs impostos anti-dumping de 28% a 184% sobre o hidrato de hidrazina importado do Japão, Coreia do Sul, Estados Unidos e França por um período de cinco anos.
O hidrato de hidrazina é uma substância química bruta amplamente utilizada na produção de pesticidas, medicamentos, tintas, combustível de foguete e explosivos.
Fonte: http://portuguese.cri.cn

Monsanto é acusada de manipular informação sobre a toxicidade de seus produtos


Monsanto foi acusada pelo governo brasileiro por manipular a informação sobre a toxicidade de seus produtos. Em caso de perder o caso, a Monsanto vai pagar US $ 850.000 para o governo do país como compensação. A empresa faturado cerca de 8.000 milhões de euros durante o ano passado. A Legislação em 71 países em que opera não exclui a empresa para enfrentar o processo, pagamento de multas e "reparações" e continuar a maximização do lucro.
Por mais de 100 anos, a Monsanto tem vários produtos no mercado com toxicidade comprovada. Um deles, bifenil polivinil, mais conhecido como PCB, é considerada pelas Nações Unidas como um dos poluentes mais nocivos aos seres humanos. Seu uso é proibido em todo o mundo, mas a 70 foi prorrogada para uso no setor de agroquímicos. Assim, está presente no corpo da água ao redor do planeta.
A exposição a este produto tem tido efeitos negativos sobre a saúde humana. Os estudos não são conclusivos dos danos à população. Nunca aparece um diretor de Monsanto no tribunal. Eles sempre pagam uma indenização sem interromper as suas linhas de produção.
 
Hoje, a Monsanto tem uma política comercial focada na produção de recursos e insumos agrícolas. Apesar de ser uma empresa química, é definida como uma empresa do sector da agricultura. "A população mundial está crescendo, e para acompanhar o ritmo de crescimento da população, os agricultores devem produzir mais alimentos ao longo dos próximos cinqüenta anos do que durante os últimos 10 mil", diz o site.
 
Nos últimos anos, a Monsanto tem-se centrado na produção de patentes e de terapia genética em sementes que o torna resistente. O principal componente desses herbicidas, é o glifosato. A comunidade científica internacional argumenta que o impacto do glifosato é muito negativo para a população e o ecossistema. 
A modificação genética de alimentos pode ser entendido como uma forma de resolver os problemas da fome no mundo. Mas o trabalho da Monsanto não é altruísta em tudo, tanto quanto a empresa tenta disfarçar suas intenções éticas. Os planos estratégicos vejamos uma clara intenção: tornar-se o monopólio das patentes de toda a produção a partir do uso do que tem sido chamado de "biotecnologia". O agricultor torna-se um fazendeiro. A produção deixa de ter valor local para se tornar uma fonte de abastecimento para as superestruturas de países desenvolvidos. A posse de patentes concedidas para a posição de uma multinacional dominante, abrangendo todas as fases da produção agrícola.
 
Desta forma, a Monsanto está em posição de ter, se ele pode ganhar o controle total do gene, a capacidade de bloquear o sistema agrícola internacional. A ameaça à biodiversidade e as ameaças aos povos são "efeitos colaterais" na corrida por um prêmio tão grande quanto o planeta inteiro. Um planeta que pode acabar por ser patenteado, planeta Monsanto.
Fonte:http://www.jornalfeirahoje.com.br/materia

quarta-feira, 16 de junho de 2010

INPI e SBDC assinam acordo para combater abusos de direitos de propriedade intelectual


O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) assinaram um acordo de cooperação nesta segunda-feira, dia 7 de junho. O objetivo é combater os abusos de direitos de propriedade intelectual que possam afetar a concorrência. O SBDC inclui a Secretaria de Direito Econômico (SDE), a Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).
Pela parceria, o INPI irá fornecer informações técnicas para que a SDE e o Cade possam agir contra práticas de concorrência desleal envolvendo marcas, patentes e desenhos industriais registrados, por exemplo. Um exemplo disso ocorre quando uma empresa recorre à Justiça no fim da validade de uma patente para discutir este prazo, impedindo os concorrentes de fabricar o produto. O acordo foi assinado durante o Seminário Internacional sobre Propriedade Intelectual e Política de Concorrência, que ocorre entre os dias 7 e 8 de junho, no Rio de Janeiro. 
A secretária de Direito Econômico, Mariana Tavares de Araújo, lembrou que há dez investigações em curso na SDE sobre propriedade intelectual, sendo seis envolvendo a indústria farmacêutica e todas iniciadas nos últimos três anos. Neste sentido, a parceria com o INPI dará um impulso decisivo a estas investigações. 
Para o procurador-chefe do INPI, Mauro Maia, a aproximação entre estes órgãos tornará ainda mais efetivo o combate às práticas ilegais. 
Já o presidente do Cade, Arthur Badin, acrescentou que a propriedade intelectual deverá ser o próximo campo de batalha da legislação anti-truste, merecendo atenção especial das autoridades brasileiras.
Fonte: http://www.inpi.gov.br/noticias

terça-feira, 15 de junho de 2010

Confira o ranking das Marcas Brasileiras mais valiosas em 2010

Seguindo a tradição de anos anteriores, as instituições financeiras lideraram o ranking de marcas mais valiosas do Brasil em 2010, segundo levantamento da consultoria internacional de marketing Interbrand, divulgado nesta quinta-feira, 10. O banco Itaú, que ao final de 2008 se fundiu com o Unibanco, lidera a lista, com a sua marca avaliada em R$ 20,651 bilhões. A cifra representa uma grande vantagem sobre o segundo colocado, o Bradesco, que teve o valor da sua grife cotado em R$ 12,381 bilhões. Em terceiro lugar aparece a Petrobrás, com R$ 10,805 bilhões.  
Maior instituição financeira pública do País, o Banco do Brasil ficou em quarto lugar do ranking e teve o seu valor de marca estimado em R$ 10,497 bilhões. Em uma lista liderada por empresas do setor industrial e financeiro, uma companhia da área de bebidas chamou a atenção. A Skol, marca que pertence à AmBev, ficou em quinto no ranking, com valor de R$ 6,593 bilhões. "Temos um posicionamento forte no mercado, como o (slogan) ‘Desce Redondo’, que ficou conhecido em todo o País. Além disso, a inovação é um dos nossos principais pilares", avalia a gerente de comunicação da Skol, Fabiana Anauate. 

"As cinco primeiras colocadas do ranking brasileiro poderiam figurar entre as cem marcas mais valiosas do mundo. Falta-lhes apenas maior visibilidade, reconhecimento e presença internacional para serem verdadeiramente globais. Isso é apenas uma questão de tempo", afirma Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand Brasil. Em 2009, a consultoria não realizou o ranking no Brasil e em 2008 divulgou uma versão ampliada para toda a América Latina, que também foi liderada pelo Itaú. 
Para Pinedo, o destaque dos bancos no ranking nacional se deve ao fato de eles serem extremamente conhecidos e estarem muito presentes na vida dos brasileiros. "Também é preciso levar em conta o tamanho da receita e do lucro dessas instituições, sendo que boa parte desse lucro vem do poder da marca", explica ele. No último ranking global da Interbrand, realizado no final de 2009, nenhum banco aparece nas três primeiras posições, que são ocupadas por Coca-Cola, IBM e Microsoft, nesta ordem.
O diretor executivo de marketing do Itaú Unibanco, Fernando Chacon, avalia que houve um ganho no valor de marca após a fusão com o Unibanco. Segundo ele, alguns setores como seguros e private banking tiveram uma rápida incorporação da marca Itaú, e agora este processo ganha força também nas agências. "Em 2009, nós já integramos os balanços, o que resultou em uma redução de custos e perdas e se potencializou no resultado do primeiro trimestre de 2010", afirma Chacon. Ele também atribui o resultado ao bom desempenho do setor bancário durante a crise financeira internacional. 
Questionado sobre a liderança do Itaú, o gerente de marketing e comunicação do Banco do Brasil, Elvis Kleber de Arruda Figueiredo, afirmou que todas as instituições financeiras têm forças e fraquezas. "O nome Brasil, por exemplo, é força e fraqueza. Agora o Brasil está em alta, mas não sabemos como isso vai se comportar no futuro", afirmou, destacando que o foco do banco federal agora é a internacionalização. O Bradesco, que ficou em segundo lugar no ranking, não teve representantes presentes no evento e o porta-voz da Petrobrás, terceira colocada na lista, não participou da coletiva de imprensa.  
Segundo a metodologia da Interbrand, a marca vale o quanto ela pode gerar de lucro para os seus proprietários no futuro. O Índice de Força da Marca, elaborado pela consultoria, leva em conta conceitos como autenticidade, capacidade de resposta ao mercado, consistência e diferenciação. O ranking inclui apenas empresas brasilieiras, deixando de fora, portanto, marcas globais que atuam no País.
Fonte: http://economia.estadao.com.br/noticias