segunda-feira, 7 de junho de 2010

JCB planeja investir US$ 56 milhões em nova fábrica no país


Prestes a inaugurar uma linha de produção de escavadeiras na unidade de Sorocaba (SP), a empresa britânica JCB, uma das maiores fabricantes mundiais de máquinas pesadas, está se preparando para uma nova rodada de investimentos em solo brasileiro. O projeto, segundo o diretor-geral da JCB para a América Latina, Carlos Hernandez, envolve aporte de R$ 100 milhões (US$ 56 milhões) em mais uma fábrica no país, em 2011, o que permitirá à empresa ampliar a capacidade instalada e o portfólio de origem nacional.
Em Sorocaba, na única unidade produtiva da companhia na América do Sul, a JCB fabrica retroescavadeiras, carro-chefe da companhia mundialmente. No dia 22, oficializa o início de operação da linha de escavadeiras de esteira, resultado de investimentos de US$ 5 milhões, que ampliam a capacidade de produção no país em 50%. "Já notamos que essa expansão não é suficiente e começamos a trabalhar no projeto da nova fábrica, que deverá ficar na região de Sorocaba", afirma o executivo. A elevação da aposta no Brasil é justificada pela relevância que o mercado nacional conquistou para os negócio globais da companhia. No primeiro trimestre, a JCB vendeu 4.264 máquinas no país, praticamente o dobro do comercializado no mesmo período de 2009. Na América do Norte, no mesmo trimestre, foram vendidas 16.826 unidades, com queda de 8,6% na mesma base de comparação.
Obras de infraestrutura, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e investimentos na área de mineração subsidiam o crescimento das vendas de máquinas no país, conforme o executivo. "A economia brasileira pode crescer mais, mas isso só vai ocorrer se houver mais obras de infraestrutura. E aí há uma grande oportunidade para nós", acrescenta. O executivo cita como exemplo da grandiosidade - e oportunidade - dos projetos em andamento no Brasil a transposição do Rio São Francisco, que contribui para o aquecimento das vendas ainda mais forte na região Nordeste.
Segundo Hernandez, a companhia chegou a avaliar a possibilidade de alterar o índice de nacionalização, hoje de 70%, quando tomou a decisão de investir na linha de escavadeiras de esteira que será inaugurada, oficialmente, no dia 22. Porém, optou manter os índices atuais em razão do estímulo que o Finame, linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que exige que pelo menos 60% do peso e do valor da máquina correspondam a conteúdo nacional, representa às vendas de máquinas no país. "Talvez essa discussão tenha de ser feita, em razão do câmbio atual. Mas as condições do Finame são muito atraentes, o que certamente impulsiona a decisão de investimentos em máquinas", acrescenta.
Fonte: http://www.investe.sp.gov.br/noticias - Valor Econômico

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