quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tapando o Sol com a Peneira


Um seminário ocorrido em Buenos Aires, Argentina, discutiu a Carta de Hamburgo, que pretende defender empresas e profissionais do jornalismo, que muitas vezes têm seus direitos de propriedade intelectual violados. Isso porque, muitos sites, facilmente, se apropriam de conteúdos produzidos por outros e não pagam nada.
O documento também pede a aprovação de leis para proibir o uso indevido do conteúdo, sem a autorização prévia do profissional.
É fato que todos devem ter os seus direitos autorais preservados, isso é ética, a regra básica do jornalismo e se o veículo não tem, como poderá sobreviver?
Se os sites tivessem o hábito de captar a informação, mas colocar os devidos créditos aos jornalistas ou veículos seria a melhor maneira de solucionar essa situação, pois eles também ganhariam uma divulgação gratuita, uma espécie de “Mídia Espontânea”.
Um exemplo de regulamentação e formato é o do magnata australiano de mídia Rupert Murdoch, proprietário da News Corporation, que pretende cobrar por todas as notícias de internet que desenvolve no Wall Street Journal e em todos seus veículos. Ele disse também que vai tirar todo o seu conteúdo do Google, porque isso? Não seria mais fácil cobrar de um anunciante ou patrocinador? Ou será que não é o bastante? Ou talvez ele queira estender um pouco mais a vida “física” de seus jornais?
Essas novas “regras” são formas de salvamento das mídias tradicionais, que já migraram para a internet, mas ainda não se adaptaram totalmente ao mundo digital. Algumas empresas tradicionais tentam estender ao máximo o antigo modelo de comunicação e remuneração ou procuram criar regras para retardar ao máximo esse processo ao invés de olhar para o futuro.
O documento afirma ainda que a violação de direitos autorais coloca em risco a qualidade do conteúdo e do jornalismo na Internet.
O futuro do Jornalismo é na internet e isso não se discute. O veículo que não tiver o pensamento digital ou não se adaptar rapidamente, vai morrer.  A web se transforma diariamente e encontrará um novo modelo para continuar sua evolução sem ter que pagar pela informação ou ainda sem seguir regras ou modelos pré determinados.
A Carta de Hamburgo já foi assinada por cerca de 200 empresas de comunicação espalhadas pelo mundo. Muitos veículos brasileiros também já aderiram.
O Adnews não se incomoda em ter suas notícias publicadas em outros veículos, desde que a fonte seja devidamente citada.
Por Paulo Rosa Neto, editor-chefe do Adnews
Fonte: -www.adnews.com.br-

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