sexta-feira, 21 de maio de 2010

Marcas de qualidade garantem sucesso de produtos agrícolas


Entre os dias 19 e 21 de maio, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, Meio Rural e Pesca da Espanha realizam o Seminário Internacional sobre Marcas de Qualidade – Instrumento de Política para Valorização dos Produtos Agropecuários. O evento, que acontece em São Paulo, pretende orientar gestores, empresário e produtores rurais sobre o uso do selo dos produtos agropecuários brasileiros com indicação geográfica.

Durante o evento, a expectativa é que haja um intercâmbio entre Europa e América Latina sobre o assunto. Cerca de 12 países participam do seminário. Além de valorizar e agregar valor ao alimento, a marca de qualidade garante maior segurança e confiança aos consumidores, pois representa um compromisso de um produto diferenciado. A indicação também certifica a procedência do produto e a forma como é feito, tornando possível localizar a produção e promover a fidelização do consumidor.

Segundo a coordenadora de Incentivo à Indicação Geográfica de Produtos Agropecuários do Mapa, Bivanilda Tapias, na Europa as marcas de certificação são difundidas entre os consumidores, mas no Brasil ainda não há esse tipo de conscientização. “Lá eles demonstram preferência por produtos diferenciados na hora da compra. Acreditamos que fortalecendo nossa base produtiva por meio de políticas públicas podemos alcançar esse destaque aqui”, conclui.

Atualmente, o Mapa está aplicando cerca de R$ 1,3 milhão em convênios com associações de produtores, empresas de pesquisa e cooperativas para viabilizar o registro de Indicação Geográfica (IG) de 16 produtos agropecuários. A marca é um sinal distintivo da propriedade intelectual, que assegura como diferencial do produto as características naturais da sua origem (solo e vegetação onde é produzido), clima e forma de cultivo.

No Brasil, seis produtos já obtiveram o registro de indicação geográfica: vinhos e derivados do Vale dos Vinhedos (RS), café grão verde do Cerrado Mineiro, cachaça de Paraty (RJ), carne e derivados do Pampa Gaúcho da Campanha Meridional, couro acabado do Vale dos Sinos (RS) e uva de mesa e manga do Vale do Submédio do São Francisco (PE).

O seminário tem apoio do Ministério da Alimentação, Agricultura e Pesca da França, da delegação da Comissão Europeia, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (Iica). A programação completa do evento está disponível no site do Ministério da Agricultura.
Fonte: http://www.abn.com.br

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