quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Terra fértil para as franquias




Consideradas oito vezes mais seguras do que as iniciativas autônomas, segundo o Sebrae, as franquias estão mirando o Rio Grande do Sul. De 2007 para 2008 o faturamento do setor saltou de R$ 46 bilhões para R$ 55 bilhões no Brasil, mais do que o dobro dos R$ 25 bilhões registrados em 2001. Para esse ano a previsão é de um crescimento de 13% apesar da crise do primeiro semestre. A tendência é que a média se mantenha – e o Estado será um dos responsáveis pela expansão.
Com franqueadores e franqueados nos mais diversos segmentos e o 14º maior potencial de consumo do Estado – nesse ano serão gastos R$ 1,5 bilhão na cidade –, Santa Cruz do Sul também desperta cada vez mais a atenção das redes. Pelo menos cinco, do vestuário casual ao fast-food, estão em busca de parceiros na cidade. Outras fazem o caminho inverso e levam suas marcas a outras regiões do Estado e do Sul do País. “O Rio Grande do Sul como um todo tem um grande potencial a ser explorado. Hoje apenas 5% das franquias do País estão aqui. Mas isso vai começar a mudar mais rápido de agora em diante”, analisa Paulo Ricardo Genehr, da Franca Varejo & Franchising, consultoria de Santa Cruz especializada no setor e filiada à Associação Brasileira de Franchising (ABF).
Segundo ele, as franquias estão passando por um momento de interiorização. “Em muitos setores os grandes centros estão saturados”, explica, dizendo que por questões de mercado e de logística as redes geralmente crescem em espiral, ou seja, começam pelos mercados mais promissores ao redor das grandes cidades ou dos locais onde surgiram. O consumidor gaúcho, segundo ele, mais exigente e com hábitos e costumes diferentes das demais regiões, também está apostando cada vez mais nas franquias. “São marcas e produtos testados em outras regiões que agora estão chegando ao Sul”, destaca.
Para abrir uma franquia, no entanto, não basta querer, alerta o especialista. Genehr e Gabriela Kirst, que atuam na consultoria, dizem que antes o empreendedor deve fazer análises de mercado e de si mesmo. “Hoje existem franquias de marcas conceituadas que exigem investimentos viáveis para muita gente, mas só isso não basta. É preciso estudar muito bem o mercado e saber qual seu perfil para que dê tudo certo”, diz.

SAIBA MAIS
O QUE É
•• Franquia é uma modalidade de negócio envolvendo a distribuição de produtos ou serviços, mediante condições estabelecidas em contrato, entre franqueador e franqueado. Envolvem a concessão e transferência de marca, tecnologia, consultoria operacional e produtos ou serviços. No Brasil, as franquias encontram respaldo na lei 8.955/94.
•• O franqueador é a empresa detentora da marca, que idealiza, formata e concede a franquia do negócio ao franqueado, pessoa física ou jurídica que adere à rede. O franqueado investe recursos em seu próprio negócio, o qual será operado com a marca do franqueador e de acordo com todos os padrões estabelecidos e supervisionados por ele.
AS VANTAGENS 
•• Iniciar um negócio contando com a credibilidade de um nome ou marca já conhecida no mercado.
•• Contar com o apoio – que inclui orientação e treinamento – do franqueador, que tem interesse em zelar pelo seu nome e marca.
•• Existência de um plano de negócio, algo que geralmente o pequeno empreendedor independente não dispõe.
•• Maior garantia de mercado.
•• Melhor planejamento dos custos de instalação.
•• Economia de escala, da propaganda à compra de insumos.
•• Independência jurídica e financeira, embora não seja total.
•• Possibilidade de pesquisa e desenvolvimento.
AS DESVANTAGENS 
•• Pouca flexibilidade oferecida: nos sistemas de franquia formatada, os controles sobre as operações do franqueado são constantes e permanentes.
•• Risco de falhas no sistema.
•• Localização forçada: apesar da possibilidade do franqueado de dar sugestões de locais apropriados para a instalação, o fato do franqueador ter a responsabilidade final pela localização desse ponto faz com que ele, na maioria dos casos, a determine.
AS TAXAS 
•• As taxas são valores geralmente cobrados pelos franqueadores, em contrapartida à
tecnologia, uso de marca e/ou serviços que prestam aos franqueados. Existem a taxa de franquia; os royalties (valor periodicamente pago pelo franqueado ao franqueador que remunera a continuidade dos serviços prestados. Geralmente constitui-se num percentual sobre o faturamento bruto da franquia); e a taxa de publicidade, propaganda e promoção. 
FONTE: Sebrae -http://www.gazetadosul.com.br-


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