quarta-feira, 2 de junho de 2010

Indicação geográfica é ferramenta de política agrícola, atesta gestor francês. É um passaporte para a Exportação.


Sistema é passaporte para exportação, além de conservação de patrimônio cultural

Marcas de qualidade, como a indicação geográfica, são ferramentas importantes de política agrícola, atesta o representante do Ministério da Alimentação e Agricultura da França, Alain Berger.
O técnico conta que o sistema é uma forma de preservar a atividade econômica em determinados territórios, já que a França é um país pequeno e sem condições de expandir a produção agrícola para novas áreas. Berger é um dos integrantes da delegação europeia presente no Seminário Internacional sobre Marcas de Qualidade – Instrumento de Política de Valorização de Produtos Agropecuários, realizado na capital paulista entre os dias 19 e 21 de maio.
Conforme o representante do governo francês, há mais de 500 produtos no país com indicação geográfica ou denominação de origem. Dentre eles, o Cognac, o Champagne, os vinhos Bordeaux e Landeguedoc, o queijo Roquefort e o azeite Baux Valley, marcas internacionalmente reconhecidas. Ele informa que esses produtos rendem 20 bilhões de euros ao ano e envolvem 120 mil propriedades rurais na França, 25% do total.
A indicação geográfica, explica, significa um passaporte para exportação, mas também representa a conservação de um patrimônio cultural, de tradições passadas de geração em geração.
– O produto é único, carrega características naturais da região onde é produzido, como solo, clima, meio ambiente e a forma de trabalho do homem. E o consumidor está disposto a pagar por essa originalidade – afirma Alain Berger. Segundo ele, a marca de qualidade chega a agregar 30% mais no valor de um queijo e 230%, de um vinho.
– Na França produzimos 300 milhões de garrafas de champagne em um mercado de dois bilhões de garrafas de espumantes. É um número significante – completa.
Fonte: http://www.clicrbs.com.br

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