quinta-feira, 24 de junho de 2010

Cópia do Viagra se chama Ah-Zul


O grupo EMS, um dos maiores laboratórios farmacêuticos do País, escolheu os nomes das cópias do Viagra que coloca no mercado com o fim da patente do medicamento da americana Pfizer.
Um dos remédios contra impotência sexual do único fabricante até agora habilitado a lançar versões idênticas ao Viagra será comercializado com a marca Ah-Zul, segundo apurou o iG.
O nome faz uma alusão não só a cor pela qual pílula original é conhecida como também traz uma interjeição com inúmeros significados. Segundo o dicionário Houaiss, a palavra “ah” exprime alegria, surpresa, ironia e decepção.
Demais marcas
A marca Ah-Zul fará parte da linha Legrand do grupo EMS, cujo foco é destinado ao público de menor renda.
O grupo EMS é o único laboratório apto a colocar cópias do Viagra no mercado brasileiro. O grupo, que trabalha com inúmeras linhas de produtos, obteve oito registros de versões do Viagra na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – quatro delas para o lançamento de medicamentos genéricos e outras quatro para remédios similares.
Além do nome Ah-Zul, o grupo EMS obteve o registro de três outras versões similares do Viagra. Na linha própria do EMS, uma das marcas registrada é Sollevare, que em italiano significa “levantar”.
A outra, de propriedade da linha Sigma Pharma, chama-se Suvvia, que, também do italiano, significa “venha”. A marca que será comercializada pela linha Germed chamará Vasifil.
Propaganda proibida
Em um mercado onde a propaganda ao grande público não é permitida, os laboratórios buscam formas criativas de atingir os pacientes.
A Cristália, laboratório brasileiro que detém a patente de um medicamento contra impotência sexual, lançou em 2008 o Helleva. A marca pode indicar tanto o significado fonético de ascensão como suscitar uma contração entre as palavras “Hell” (inferno, do inglês) e “Eva” (mulher).
No Brasil, os laboratórios não podem fazer comerciais de medicamentos vendidos apenas sob receita médica ao grande público para evitar a automedicação. A propaganda tem de ser dirigida exclusivamente ao médico, que diagnostica o problema e receita o medicamento, segundo a legislação brasileira.
Desde 2003, a Anvisa proibiu também a propaganda da categoria de medicamentos para o tratamento da disfunção erétil numa época em que foram lançado os primeiros concorrentes do Viagra como o Cialis, da Eli Lilly, e o Levitra, da Basf, ambos protegidos por patente.
Na ocasião, Pelé, o rei do futebol, era o garoto-propaganda do Viagra, mas dizia, nos comerciais, não utilizar o remedinho azul. Mas faria uma exceção caso precisasse.
Fonte: -http://economia.ig.com.br/empresas/industria/-

3 comentários:

  1. Agora com o lançamento do Ah-Zul, temos mais uma opção de medicamento com eficácia garantida pela Anvisa. Acho que, com isso os preços desse tipo de medicamento será mais acessível a todos os públicos.

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  2. Exite um empenho muito grande das grandes indústrias para lançar as copias dos medicamentos para ganhar o mercado e por consequência reduzir o preço, mas é uma pena que esse conceito não siga em outros setores do mercado. Porque será????

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  3. Os laboratórios farmacêuticos, bem como as empresas de software/hardware e telecomunicações há muito tempo descobriram o poder das patentes para excluir concorrentes no mercado e comercializar os produtos com exclusividade por toda a vigência das patentes.
    Outros ramos de atividade também depositam muitas patentes nos EUA e na Europa, porém os conflitos de interesse muitas vezes envolvem grandes quantias de dinheiro e nem sempre as empresas interessadas tem recursos a serem depositados em grandes confrontos judiciais. Muitas vezes são feitos acordos para uso mútuo de patentes, já que uma infringe a outra.
    A velocidade que os produtos softwares/ hardwares e telecomunicações são lançados no mercado é muito maior que no ramo dos medicamentos que requerem grandes, caras e demoradas pesquisas. Há pesquisas que duram mais de 10 anos para aprovar um medicamento. Então nesse ramo o mercado muda mais lentamente e a cópia para reduzir o preço no mercado é rentável para o fabricante.
    Apenas tecnologias de ponta altamente solicitadas pelos consumidores seriam rentáveis a um fabricante, mesmo pagando os custos de um processo judicial de infração de patentes.

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