sábado, 2 de janeiro de 2010

Processo não-tóxico para extração de compostos da pitanga

Inovação Unicamp

Pesquisadores da Unicamp em parceria com pesquisadores da USP e com suporte financeiro da Fapesp desenvolveram um processo para obter de folhas e frutos da pitanga extratos com alta atividade biológica. Esta tecnologia traz condições operacionais fundamentais para extrair seletivamente os compostos de interesse da matriz vegetal usando um fluido supercrítico. Os produtos finais são extratos altamente puros, livres de quaisquer solventes orgânicos ou tóxicos, tornando possível a sua aplicação em novos produtos farmacêuticos, cosméticos ou em alimentos.

Principais Vantagens

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 Comprovada ação terapêutica. Folhas de pitanga são usadas para tratar doenças do estômago, respiratórias e cardiovasculares, febre, hipertensão e obesidade. Seus extratos têm comprovada ação anti-inflamatória, diurética, antioxidante, além de ação bactericida moderada. O licopeno, substância carotenóide que dá a cor avermelhada à pitanga, tem sido associado como composto anticancerígeno e a polpa da fruta é rica em vitaminas e minerais.
Custos de produção reduzidos. As fases adicionais de separação são eliminadas do processo, uma vez que não é necessário remover o solvente orgânico a partir do produto final.
Tecnologia verde. Fluidos supercríticos são muito fáceis de remover sem deixar vestígios tóxicos e nenhuma contaminação de seu uso, basta reduzir a pressão no sistema.
Seletividade. Pela simples mudança de condições tais como temperatura e pressão, outras substâncias de potencial valor agregado podem ser extraídas das matrizes vegetais.
Extração rápida. A extração do material das matrizes por meio da difusão acontece de maneira mais rápida do que pelos métodos de extração líquidos.
Disponibilidade de matéria-prima. A Pitangueira é uma planta nativa da mata atlântica brasileira que cresce de norte a sul ao longo da fronteira do oceano.

Fonte: -http://www.inova.unicamp.br-

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