quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Brasil fica para trás no ranking de registro de patentes


País perde tanto das nações desenvolvidas quanto dos Brics no resguardo da propriedade intelectual de inovações. Apesar do destaque atingido na área de medicina, o Brasil ainda patina quando o assunto é inovação. O pais tem um baixo número de patentes registradas e o investimento em Pesquisa e Desenvolvimento segue aquém das metas traçadas pelo governo.
"Ao longo de sua história, o Brasil nunca promoveu de forma intensiva o patenteamento do conhecimento gerado aqui. Isso faz com que haja um
déficit muito significativo do número de patentes", resume o coordenador da AgênciaUSP de Inovação, Oswaldo Massambani. As patentes são registros que protegem a propriedade intelectual de invenções.
Segundo a World Intellectual Property Organization (Wipo) , entidade mundial que regula o setor, o Brasil não está entre os 20 países que mais registram patentes.
O país também está atrás de todas as nações do grupo dos Bric ( Brasil, Rússia, índia e China), com menos da metade do número de patentes da
concorrente mais próxima, a Índia. O único grupo no qual o país se destaca é o dos sul-americanos, no qual é líder.
O Brasil também deixa a desejar quanto o assunto é dinheiro para inovar. Deacordo com os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada ( Ipea), os gastos brasileiros em pesquisa e desenvolvimento -P& D - a medida mais direta de quanto se investe em tecnologia - estão na casa de 1% do Produto Interno Bruto ( PIB) do Brasil, do qual metade tem origem no setor privado. Já nos países desenvolvidos que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a média fica na casa de 2,4% do PIB. Em outros, como a Coréia do Sul, o total chega a 3% do PIB e a participação do setor privado é de 70%.
O atual gasto do país fica bem abaixo do esperado pelo governo. Uma das metas da política industrial lançada em 2008, a Política de Desenvolvimento
Produtivo (PDP), era elevar o nível de investimento em P& D para R$ 18, 2 bilhões até o próximo ano. Mas, em dados relativos ao ano passado, o valor estava em R$ 4, 7 bilhões, segundo informações do Ministério da Ciência e Tecnologia.
Uma das explicações para o resultado pobre é o fato de o Brasil ter demorado para se preocupar com inovação.
Até a década de 1990, a maior parque da indústria nacional usava engenharia reversa, ou seja, a reprodução de processos desenvolvidos em outros países. Depois da abertura, a falta de um marco regulatório atrasou ainda mais os registros. Enquanto isso, vários países já mantêm há décadas a cultura de
proteção às inovações, lucrando bilhões com processos industriais e serviços inovadores. 
Fonte: -Brasil Econômico/BR Brasília-

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