sábado, 23 de janeiro de 2010

Ateliê é o território de Vera

Na década de 1970, quando a pintora catarinense Vera Sabino retornou de Brasília para o Estado, também procurou uma galeria. Naquele tempo, muito menos difundidas entre o público, já eram fundamentais para a classe artística que pretendia ganhar visibilidade.
De lá para cá, Vera não abriu mão de manter os trabalhos expostos e vendidos por marchands, já que foi um deles, chamado Beto Stodieck, que deu notoriedade a sua obra.
– Acho que ele, com a galeria Estúdio A2, foi o responsável pelo primeiro grande movimento de lançar artistas plásticos como se faz hoje. Beto promoveu exposições coletivas itinerantes de nomes como Meyer Filho e Martinho de Haro – lembra a pintora, que estava incluída entre eles.
Apesar de estar em galerias, Vera costuma receber compradores em casa. O hábito não é bem visto pelos galeristas, que pagam altos impostos para instalarem seu espaço em local seguro e confortável, tornando a
concorrência desleal. Mas ela garante que o movimento maior não é em sua casa, ainda que, segundo admite, seja “bem acessível” ao comprador.
O pintor Raphael Langowski não vende nada em casa. Para ele, o galerista precisa cumprir a função de projetar e proteger o artista, além de ser o responsável pelo comércio do que produz.
– Gosto de ficar no meu ateliê para não perder o foco. Meu perfil é outro, não sou boa negociante – revela.
Raphael é de Curitiba e mora no Estado há 10 anos. Primeiro, o pintor trabalhou com uma galeria de arte da cidade natal, depois procurou a galeria Z e Z, em Balneário Camboriú. Em 2005, conta que procurou Beatriz Telles Ferreira para expandir sua arte. Atualmente, “graças ao trabalho das galerias”, seu nome foi parar nas mãos de marchands de Paris, Londres e Madri.

Fonte: -http://www.clicrbs.com.br/-

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