sábado, 30 de janeiro de 2010

Arroz Vermelho da Paraíba entra na pauta de pesquisa do Mapa


O Senar da Paraíba e a Faepa (Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba) firmam parceria com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), para execução do projeto da IG – Indicação Geográfica – para o arroz vermelho no Vale do Piancó.
A IG representa o selo de garantia dado a um produto de acordo com sua origem e suas características regionais. A partir da IG, o arroz vermelho do Vale do Piancó passa a ser identificado como originário daquela região, com características e qualidades vinculadas a sua origem.
De acordo com assessora do Senar, Véra Figueiredo, prestadora de serviços de assessoria técnica como coordenadora de campo, a IG possibilita agregar valor ao produto através da indicação da sua origem. “Com a IG haverá um aumento da competitividade do arroz vermelho e de melhoria na qualidade do produto nas regiões demarcadas”, afirmou Véra.
Para conseguir a obtenção do selo, os produtores devem estar organizados e estabelecidos na região do Vale do Piancó, devem estar produzindo nos padrões a serem elaborados pelo Conselho Regulador. O registro da Indicação Geográfica é realizado pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual – INPI.

O projeto tem recursos e indicação do MAPA e será executado pela FAEPA em parceria com o SENAR com apoio de instituições como: EMATER, Secretarias de Agricultura dos municípios, EMBRAPA, EMEPA, Projeto COOPERAR entre outras.A fim de reconhecer a área de produção e verificar as condições técnicas dos produtores de arroz vermelho do Vale do Piancó foi proposto pelo MAPA uma visita a região, pelos representantes das entidades participantes.
Nesta visita, realizada na última, semana pôde-se observar que no Vale são produzidas basicamente 03 variedades de arroz vermelho: o arroz vermelho comum, o kaki que é o mais usado por não ser perseguido pelos pássaros e o arroz vermelho maranhão. Constatou-se que não há uma padronização para o plantio e que os produtores não conseguem formalizar as diferenças benéficas de cada uma destas variedades. O projeto tem ainda a incumbência de fazer o levantamento histórico cultural da região e delimitar a área geográfica da IG.
A Indicação Geográfica constitui um direito de propriedade autônomo, sendo reconhecido nacional e internacionalmente o que concede ao produto uma relação de identificação e reputação, em razão de sua origem geográfica específica.
Fonte: -http://www.aryramalho.com-

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