segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Países exportadores discutem avanços na produção de pimenta do reino -


O fortalecimento das relações institucionais com os parceiros internacionais em busca da melhoria da produção no mundo é o objetivo da Comunidade Internacional da Pimenta do Reino, que realiza em Belém a sua 37ª sessão anual. A abertura oficial da reunião foi na segunda-feira (30), em solenidade presidida pelo vice-governador Odair Corrêa, no salão Carajás do Hotel Hilton.
Os países exportadores de pimenta do reino debateram até o dia 3 (quinta-feira) os avanços na produção, controle de qualidade, agregação de valor à cadeia produtiva, pesquisa e mercado para a mais importante especiaria comercializada em todo o mundo. A reunião da CIP é promovida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri) e Associação Brasileira dos Exportadores de Pimenta do Reino (Abep).
O diretor do Departamento de Sanidade Vegetal do Mapa, Odilson Silva, informou que a estratégia do Ministério é inserir cada vez mais o Pará, que é o maior produtor nacional de pimenta do reino, nas ações internacionais, visando melhorar a cadeia produtiva por meio da agregação de valor. Outro fator a ser incentivado é a indicação geográfica do produto como pimenta do Pará, além do estímulo à produção orgânica, com a maior participação de agricultores familiares.


Ação conjunta - Falando em nome da governadora Ana Júlia Carepa, o vice-governador Odair Corrêa disse que o encontro da CIP é uma oportunidade para se buscar uma ação conjunta voltada para o crescimento da produção e de avançar nos conhecimentos sobre a pimenta e toda a área econômica no Estado.
O avanço da cultura é a expectativa do produtor Francisco Sakaguchi, presidente da Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu (Camta), um dos principais polos produtores de pimenta do Estado. Para Sakaguchi, o mais importante dessa reunião está nas informações sobre mercado e na aproximação entre os países produtores.
O maior problema é a falta de tecnologia no cultivo e processamento do produto. "Já fomos líder mundial da pimenta, mas não temos nenhuma indústria, enquanto o Vietnã, que começou a produzir depois do Brasil, hoje tem 17 indústrias. Precisamos acordar para essa realidade", ressaltou o produtor.
Participam da reunião representantes dos governos e produtores de pimenta do Vietnã, Indonésia, Índia, Brasil, Sri Lanka e Malásia, que formam atualmente a Comunidade Internacional da Pimenta do Reino. A China também participa porque pretende entrar para a comunidade.
Leni Sampaio - Sagri
Fonte: -http://www.agenciapara.com.br-

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