terça-feira, 3 de novembro de 2009

Univasf cria janela inteligente


Até parece efeito especial de filme de ficção científica. O vidro da janela muda de cor e fica opaco à medida que a temperatura do ambiente aumenta. Se o tempo esfriar, ele torna-se transparente de novo. Longe de ser só um truque, a janela inteligente é o primeiro produto tecnológico desenvolvido pela Pós-Graduação em Ciência dos Materiais, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Juazeiro. Batizado de sistema automático de controle de iluminação (Saci), o protótipo permite controlar a transparência do vidro pela variação de temperatura.
O Saci é formado por duas lâminas de vidro, distantes 2 milímetros uma da outra. O espaço entre elas contém uma solução nanoestruturada (partículas cuja dimensão é de um bilionésimo do metro). São as nanoestruturas que controlam a transparência do material, pois elas são afetadas pela temperatura, aumentando ou diminuindo de tamanho. “Quando a temperatura está alta, acima de 30°C, o vidro fica opaco, praticamente branco. Aos 28°C exatamente, ele volta a ficar transparente. E numa temperatura de 26°C, adquire uma cor também opaca, mas meio azulada”, explica o aluno Evando Santos Araújo, 23 anos, que está desenvolvendo o trabalho em seu curso de mestrado.
Os pesquisadores, que integram o grupo de pesquisa do Laboratório de Espectroscopia de Impedância e Materiais Orgânicos (Leimo), preparam-se para submeter o Saci a patenteamento junto ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi).
Leia a matéria completa na fonte ou no site do INPI. Quando esse material tiver sendo comercializado e a baixo custo, vamos poder deixar de usar as cortinas...
Fonte: Mídia Impressa, Jornal do Commércio - Pernambuco/ Vale do São Francisco 02/11/2009

4 comentários:

  1. Achei demais essa invenção! Aplicabilidade 10 e baixo custo!!
    Só não entendi porque já estão divulgando antes de patentear.
    Paula

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  2. MARCOS WILLIAM SANTOS3 de novembro de 2009 18:18

    Prezada Paula:

    Os requisitos elementares para obtenção de uma patente são a novidade, a atividade inventiva e a aplicação industrial.

    Afere-se a atividade inventiva a partir da conclusão que o objeto da patente não decorre de aplicação de conhecimento notório, ou seja, daquilo que é de conhecimento óbvio de todos - assim considerado - para obtenção daquele resultado.

    A aplicação industrial é a exigência de que o processo ou o produto possa ser executado/fabricado em escala industrial.

    E a novidade, o que me parece o cerne de sua indagação, refere-se a tudo aquilo que não estejam inseridos no estado da técnica, sendo o "ESTADO DA TÉCNICA" tudo aquilo acessível ao público antes da data do depósito da patente (o "patentear" a que você se referiu).

    Entretanto, a Lei de Propriedade Industrial resguarda o Inventor, quando não considera no estado da técnica a divulgação da invenção ocorrida nos 12 (doze) meses precedentes ao depósito da patente, desde que feita pelo inventor (no caso os integrantes da Univasf, pelo INPI, (em caso específico, previsto na LPI) ou por terceiros desde que tais informações tenham sido obtidas direta ou indiretamente do inventor ou em decorrência de atos por ele praticados.

    Portanto, é possível a divulgação da invenção, assegurando-se ainda assim a patenteabilidade da mesma, observadas as condições exceptivas de divulgação acima comentadas.

    Um abraço,

    Marcos William Santos
    Advogado
    Diretor Executivo da
    Marcos William & Assessoria
    Belo Horizonte/MG

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  3. Prezado Dr. Marcos,

    Leia a notícia do nosso blog abaixo:
    http://registromarcaspatentes.blogspot.com/2009/10/publicar-ou-depositar-patente.html de 19 de outubro de 2009.
    Essa notícia comenta justamente sobre a ordem de depositar a patente e divulgar a invenção. Foi muito bem escrita pela Sonia Regina Federman que é engenheira química, doutora em Engenharia Metalúrgica e de Minas na área de Materiais pela UFMG e examinadora de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
    Entendo que o período de graça deve ser usado como exceção, caso o inventor não tenha tido orientação legal e divulgado ingenuamente sua invenção. Eu pessoalmente, evitaria de usar o período de graça como regra.
    Sucesso e prosperidade!
    Um grande abraço,
    Paula Ferreira

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  4. MARCOS WILLIAM SANTOS4 de novembro de 2009 22:16

    Prezada Paula,

    Concordo plenamente com a orientação de que se deve, antes de qualquer divulgação, requerer a patente de uma invenção.

    Meu objetivo foi de esclarecer aos leitores desse seu valioso e útil trabalho que, em determinados casos, como situações exceptivas, não se perde a novidade.

    Portanto, a existência do período de graça não deve ser utilizado como prática habitual em razão dos perigos que, caso a caso especificamente, pode representar para os inventores.

    Desta forma, concordo com sua visão acerca da utilização dessa condição exceptiva.

    Um abraço,


    Marcos William Santos
    Advogado
    Diretor Executivo da
    Marcos William & Assessoria
    Belo Horizonte/MG

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